
Por Klaus Schmaelter
“O onipresente iPod”. Assim, é aberto o manifesto verde light do The Green Guide Institute, uma organização independente que tem como objetivo informar e alertar sobre os impactos ambientais gerados pelos produtos que consumimos. “Se você ainda não possui um, certamente conhece alguém que tenha”, completa o texto, ratificando a soberania da Apple no mercado de players digitais. Só que essa superioridade pode causar sérios problemas ao meio ambiente, contestam.
O Green Guide alega o fato de que, para se alcançar o belíssimo design do iPod – que os próprios reconhecem como “obra de arte” – há o sacrifico do uso de baterias que têm vida útil muito limitada (cerca de 2 a 3 anos). Como os usuários do player aumentam em ritmo exponencial, o perigo – alegam eles – é o número de baterias recheadas de substâncias tóxicas, como mercúrio e chumbo que será descartado e não terá volta em um curto período de tempo.
Apesar de elogiar tanto as práticas de mercado da empresa de Steve Jobs quanto o produto em questão, o Green Guide conclama usuários (ou não) de iPods a convocarem a Apple e o seu CEO a “pensarem verde”. Isso significa começar a aceitar o retorno de baterias que não tiverem mais condições de uso e também adaptar o design do iPod para que a troca dessas baterias seja mais barata; hoje, uma nova custa US$ 100 (R$ 300). Isso diminuiria os danos ao meio-ambiente e aos nossos sofridos bolsos.
