Comemorando 4 anos de publicação no Reino Unido, a revista JungleDrums preparou a primeira edição do City Jam, um festival com a proposta de levar música e cultura para 3 grandes cidades. Londres foi a primeira a receber o evento, com shows de Pato Fu e Los Hermanos. E, no final deste mês, Nova Iorque terá uma mostra
de vídeos e poemas.
Aqui em São Paulo, o festival aconteceu na última sexta-feira na Academia Brasileira de Circo, perto do metrô Barra Funda. A programação contava com shows de Hurtmold e Los Hermanos, discotecagem de Lúcio Ribeiro, além de exposições e grafite ao vivo por Speto.
Apesar de tanta coisa legal, o programa pareceu no começo uma grande furada: trânsito enorme na Francisco Matarazzo, demora para entrar, sendo que eu estava na fila VIP. Passado os primeiros tropeços, até que o lugar era bacana: não era tão grande como parecia de fora e tinha 3 ambientes: um de entrada com barzinho, o palco e o terceiro com os paineis.

Hurtmold
Logo começou o tão aguardado – por mim – show do Hurtmold. A banda paulistana instrumental empolgou os que já estavam no circo, mas me decepcionou completamente. Achei o show chato e cansativo. As canções pareceram que perderam a base rock, o que me faz perder um pouco a empolgação.
Los Hermanos
Quando o palhaço sem-graça anunciou os barbados, o lugar já estava bem cheio. Sempre tive simpatia pela banda, mas eles me conquistaram mesmo a primeira vez que eu os assisti. E, desde então, cada novo show supera o anterior. Por isso, não é surpresa eu considerar este o melhor dos caras que já vi.
Em mais ou menos uma hora e meia, varreram desde o primeiro CD até o último, não dando maior importância a algum deles. Tocaram Azedume, Além do que se vê, Cara estranho e O vento. E o público cantou todas junto. Voltaram para o bis e fecharam com A Flor, como é de costume.

Rodrigo Amarante é um show a parte. Ele canta, pula, conta piadinhas e faz suas já famosas dancinhas. E, quando pede para Camelo tocar aquela, eles tocam Ana Júlia. O entrosamento entre os dois é cada vez melhor e até o tímido Marcelo já arrisca alguns passinhos no palco.
Por fim, o show foi incrível, valeu todos os minutos perdidos no trânsito ou na fila do circo. Os caras se superam toda vez e já aguardo ansiosamente pelo próximo.
