Eu fico chocado com filmes do naipe de Treze Homens E Um Novo Segredo: o terceiro de uma leva de refilmagens, com mais de 2 horas de duração e não diz a que veio nem pra onde vai. Quer dizer, pra onde vai diz, porque as possibilidades de mais outro e mais outro são infindas.

O diretor Steven Soderbergh tem uma produtora com o galã George Clooney e de lá saem filmes mega como essa trilogia, Solaris e filmes menores e pseudo intelectuais/artísticos/experimentais como…
O problema é que Sonderbergh tem errado a mão não só nos filmões como nos filminhos. Esse papo de fazer blockbuster pra pagar filme menor pra mim é balela na maioria das vezes. Desculpa pro cara ganhar dinheiro e não parecer tão pedante, parecer que ele tem um lado cult/bacana. Daí ele faz um filme como esse, ganha uns vários milhões de dólares e depois gasta uns milhares pra fazer filmes digitais que sempre contam histórias rasas e bestas que não justificam esse discurso furado.

Mas voltando aos Treze, essa é a segunda sequência da refilmagem de Ocean’s Eleven de 1960, filme bacana com a turma do Frank Sinatra/Dean Martin sobre um bando de ladrões espertos e charmosos.
O primeiro filme, Onze Homens e Um Segredo é bacana, bem filmado e tal. Mas os outros dois que de lá vieram são chatos, a mesma história requentada, ninguém merece. No anterior Doze Homens… ainda tinha o charme de umas personagens femininas (Julia Roberts e Catherine Zeta-Jones), mas deve ter sido um fiasco e eles apagam qualquer traço de mulher forte desse terceiro filme, colocando no máximo uma assistente doida e ninfomaníaca como contraponto num momento crucial do filme.

O filme ainda sofre do grande mal do Soderbergh na minha opinião, que é o desespero estilístico: ele faz questão de todos os seus filmes terem uma fotografia diferente, moderna e maluca, que em casos como Traffic funcionam bem. Mas no caso de Treze, só atrapalham, uma luz contrastada demais num drama é uma coisa, num filme de ação, só se for o Tony Scott pra fazer alguma coisa bacana.
Mais uma vez o roubo se passa num cassino, como vingança e tal. E isso me irrita também, porque as justificativas bestas com a intenção de fazerem os bandidos menos bandidos e mais bacanas são o lado politicamente correto ridículo (pleonasmo, ok) que só fazem queimar o filme.
Filme chato, longo, colorido demais (no mau sentido): chega, né?

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