Embora a assessoria do Clash não tenha me dado a credencial que eu queria, fui ao show das Donnas do mesmo jeito. A minha intenção era comprar o ingresso na hora, ou simplesmente mendigar um ingresso mais barato para algum cambista amigo, já que eu não tinha os absurdos R$ 100 da entrada. Mas o show já tinha começado, o que talvez explicasse a falta de fila e cambistas na porta. Foi quando uma alma caridosa, da qual infelizmente não sei nem mesmo o nome, veio correndo da bilheteria e me deu um ingresso que estava sobrando. Ok, mundo, tem coisas que não se explicam, eu entendi o presente como um payback de 4 anos atrás, quando eu perdi um show desta mesma banda, em Londres, pq não tinha os míseros 10 pounds da entrada.
Cheguei no final da quarta música do setlist e quando já estava indo buscar uma cerveja pra espantar o calor insuportável que fazia dentro do bar, ouço os primeiros acordes de “40 boys in 40 nights”. Esqueci da cerveja por um momento e fui dançar minha música favorita. Talvez fosse a música favorita das outras pessoas também, devido a comoção geral no público, que pulava e cantava junto: “I got boys all over the road, I got boys helpin me unload…”
O set list foi bem variado, mas centrado nos álbuns posteriores ao Turn 21, de 2001. Senti a falta de “Take me to the backseat” e “I don’t want to know”, ambas do álbum de 2002, Spend the night. Mas vamos levar em conta que tratava-se da primeira turnê da banda no Brasil, que entre outros tantos elogios ao país, disseram que gostariam de voltar para tocar aqui no verão. Quem sabe numa próxima as meninas fiquem e toquem mais tempo, a parte chata foi apenas esta: o show foi curto, teve apenas uma hora.
O hit “Take it off” só veio no bis, encerrando a sequência de três músicas, que começou com “You make me hot” (música do primeiro álbum da banda, American Teenage Rock n’ Roll Machine, de 1998), seguida pela versão de “Living after midnight” do Judas Priest.

novo layout chegando?
Cadê o forum?
Oq houve com o EuPodo?
Saí do RJ, às 9 horas da manhã, de ônibus, e cheguei em Sampa as duas e meia da tarde, dei um rolê na galeria do rock e por volta das 5 e meia da tarde cheguei na porta do Clash club, na Barra Funda, para essa rara oportunidade de ver uma banda com a energia e a força de um furacão: THE DONNAS!!! As 7 e meia da noite, adentrei o Clash e fiquei à espera (A banda “Lipstick”, também formada por garotas, ajudou a tornar a espera mais agradável). As 9 e dez da noite, com Bitchin’, começa o aguardadíssimo show. Me esbaldei, cantei, pulei, gritei ao som coeso e pulsante da guitarra de Alison Robertson (uma das melhores guitarristas da atualidade, como sola essa menina!!!), do baixo grave e cortante de Maya Ford, da bateria esporrante e empolgante de Terry Castellano e da voz de Brett Anderson, que se encaixa como uma luva nesse som rejuvenescedor das ainda meninas do The Donnas. Para esse roqueiro velho de guerra (37 anos) nada como um show como esse para voltar à adolescência e pular como um garoto!!! Depois do show fui para a rodoviária e esperei o horário de 1 e 15 da madrugada de domingo para voltar ao RJ ( o túmulo do rock, claro que elas não vieram tocar no RJ…). Cheguei de manhã, cansado, moído, mas feliz da vida por ter assistido The DOnnas ao vivo!!! Vitória do Rock n’ Roll!!!