E uma das divas do rock alternativo aposentou… o rock. White Chalk, oitavo disco de estúdio de Polly Jean Harvey, aprofunda a calma e a doçura apontadas em faixas do disco Is This Desire? (1998). Em boa parte, culpa de John Parish, parceiro antigo de PJ e um dos responsáveis pela produção do disco novo. Não espere a cantora que rasgava sua voz e guitarras como em Dry (1992), nem o sopro de esperança pop de Stories From The City, Stories From The Sea (2000).
White Chalk é de arranjos delicados, muito piano, gaitas e vocais quase-gospel, como em “Broken Harp”. Ou seja: mudou o sentido, mas não a direção. Ainda é PJ e dá pra sentir, seja nos delicados timbres vocais, seja na urgência – só ela, mesmo, para entitular uma faixa de “Dear Darkness”. Tem esse espírito, como no single “When Under Ether”, de delicadeza interior. Como a Clarice Lispector do rock.
White Chalk será lançado, oficialmente, em 24 de setembro.
Por João Perassolo

to ouvindo aqui e to gostando.
gostei da definição de clarice lispector do rock.
Ai esta Pj…
eis que nos revela o seu lado erudito e etéreo.
Uma senhora, sem dúvida!
O albúm, apaixonante desde o 1º momento.
Tive dificuldades para apreciar esse disco na primeira vez em que ouvi, mas agora só digo que a novidade é sempre bem-vinda quando se trata de PJ Harvey.
Curiosidade: como será o playlist dos shows dela agora? Mais músicas do Is This Desire, talvez?
Também tive dificuldades em ouvir pela primeira vez. Particularmente, prefiro a crueza de Uh Huh Her, mas também remetendo ao post anterior: novidade vinda de PJ é sempre bem-vinda.
E é impressionante, muitas por aí se dedicando às doces melodias, mas PJ supera a todas. Afinal, ela é a maior, seja crua ou doce.
Parabens pela critica Joao, realmente achei bem interessante esta guinada que deu a PJ Harvey com este disco, acho ainda mais etereo, mais fantasmagorico que Is This Desire..