Quando o iPhone foi lançado no ano passado a primeira coisa que todos sentiram falta foi: “mas onde estão os programas?”. Apple ignorou o pedido, fingiu não ser com ela e a comunidade de desenvolvedores que já estava unida para desbloquear o iPhone, decidiu criar os seus programas e distribuir gratuitamente para os usuários do iPhone.
A Apple então se viu em uma sinuca de bico, e resolveu então anunciar o SDK uma plataforma para a criação de programas para o iPhone. Anunciou no final de 2007, lançou em fevereiro de 2008 e agora em julho de 2008 entrou no ar. Resultado: mais de 500 aplicativos já estavam lá no lançamento da AppStore, e a cada dia mais programas aparecem.
Mas na minha opinião o mais legal disso tudo foi a Apple reconhecer o erro de não ter feito isso desde o começo, lançar a sua loja de programas. E se você navegar pela AppStore, verá que mais da metade dos programas são os mesmos que estavam no Installer.app.
É claro que a Apple lançou a loja porque ela concluiu que ela seria extremamente rentável, assim como a iTunes Store. Não sei se é por eu estar muito envolvido com o assunto mas eu acho que a cada vez mais a Apple, o iPhone e os iPods vão ser mais presentes na vida do mundo e assim como o iPod revolucionou a música, o iPhone ainda vai revolucionar ainda mais a telefonia celular e toda a relação com o usuário.
Baixar programas, sincronizar seus contatos e calendários automaticamente usando o MobileMe, baixar músicas, vídeos, navegar na internet, no youtube, checar e-mails. Tudo isso tirando a câmera do iPhone é perfeito nele, e as falhas da primeira versão estão sendo revolvidas aos poucos: push de email, venda para empresas, suporte ao exchange, GPS, preço mais competitivo.
Não acho que o iPhone 3G é perfeito (e com certeza não é), mas ele ainda vai causar muito mai impacto do que ele já causou. Aguarde.

E quem disse que eles estão adimitindo um erro e não seguindo uma trajetória lógida de lançamento de plataforma? Colocar um sistema no ar, deixá-lo ser absorvido pelas pessoas, cultivar a proliferação de subprodtos alheios e depois agregar tudo isso em um único lugar insentivando e promovendo o que já ia andando por si mesmo?
Ando achando estranha a linha que esse blog vem tomando… antigamente falava-se com mais propriedade sobre as coisas, hoje em dia tem muito achometro mascarado de certeza absoluta. Não entenda mal, sem querer arrumar confusão, você pode até deletar esse coment depois, se se sentir mais confortável com isso, mas antigamente o “eu acho” e “a verdade” andavam melhor separadas, isso me incomoda bastante como leitor.
Só estou comentando por que acredito no potencial do seu blog, acho que vc pode melhorá-lo. Do contrário apenas cancelaria a assinatura do Feed, como resolvi fazer hoje. Quem sabe aqui a um tempo eu não volte e encontre um blog diferente, não é?
Boa sorte!
“o mais legal disso tudo foi a Apple reconhecer o erro de não ter feito isso desde o começo, lançar a sua loja de programas”.
Certamente o lancamento dos aplicativos para o iPhone não é um “reconhecimento de erro”. O iPhone e o iPod Touch são equipamentos construídos para receberem software. Não é a toa que rodam o MAC OS e têm uma API de desenvolvimento tão bem estruturada. O projeto destes devices já previa o suporte a diferentes aplicações.
Por que a Apple não lançou as aplicações antes? Por que ela quis gerar a demanda do mercado. Como todos os seus lançamentos, ela induz o mercado a querer, antes de disponibilizar seu produto. Gera um potencial de compra, faz as pessas sonharem em ter o produto e então eles liberam.
A agilidade com que ela responde às demandas do mercado (que por sinal é ela mesma quem cria) é a maior prova de que a grande maioria dos “releases” da empresa são cuidadosamente planejados.