O “i” do iPod é herdado do primeiro produto Apple a ganhar a marcante vogal marcando o início de seu nome, o iMac. No caso, era “i” de internet, afinal a proposta da época era propor terminais rápidos e simples de acesso a internet. O produto deu certo e a Apple que não é boba nem nada, resolveu colocar o “i”zinho em toda sua família de produtos. Então, ainda que possa alegar que a vogal signifique interação, inteligência, ou outra coisa qualquer, é desculpa, podemos criar o que quisermos que fará tanto sentido quanto.

Portanto, se eu fosse dar meu significado pro “i” do iPod e do iPhone, seria “i” de indivíduo. Afinal, quer experiência mais individual do que a que temos com nossos iPods e iPhones? Não falo aqui que temos experiências egoístas e isoladas com nosso gadgets, ainda que por algumas vezes eu possa esquecer que o mundo exista quando coloco os fones.

Falo aqui, sobre como as relações que construímos com nossos aparelhinhos são completamente diferentes uma das outras. Acredito que nunca conheci pessoas que usassem seus aparelhos da mesma maneira. Desde aquele que compra um iPhone apenas pela sua beleza, pelo cool factor e não liga a mínima para todos seus recursos que o aparelho possua, até o heavy user que tem um iPod Classic para armazenar músicas, um Nano para correr, um Shuffle para ir trabalhar e um Touch para….ah….para nada, só porque é legal ter a família toda.

Eu tenho um iPod Vídeo quinta geração de 80 GB, um iPhone 2G de 8GB e um Shuffle de 1GB. Do menor para o maior, me explico. O Shuffle comprei para correr. Como gosto de correr com a menor quantidade de peso possível (já basta o meu), achei que seria o meu companheiro ideal para as corridas no Ibirapuera e na academia. Confesso que ele anda meio esquecido na gaveta, visto que meu plano da academia venceu e só tenho corrido no Ibirapuera de carro.

O iPhone 2G de 8GB é meu companheiro do dia-a-dia. Por razões óbvias sempre está comigo, e sempre em uso. Com ele, além de fazer as funções básicas como navegar na internet enquanto espero no dentista, tirar fotos de tudo que mereça ser documentado, marcar compromissos que são sincronizados com o MobileMe (sim, funciona), traçar rotas no Google Maps e esporadicamente fazer uma ligação, também entro no twitter via Twinkle, bato papo usando o Palringo e boto meu computador para tocar do quarto via Remote. Além disso, escuto musica praticamente o tempo todo. Você pode imaginar que minha bateria dura em torno de 12 minutos.

Enfim, o irmão mais velho de todos, o iPod Vídeo. Nele concentro todos meus mp3. Além de ser um utilíssimo backup do que tenho no computador, adoro a sensação de levar toda minha coleção de músicas comigo, para onde quer que eu vá. Geralmente o uso em viagens, seja no destino ou na estrada/avião, basta um cabinho e pronto. Posso passar as férias inteiras sem repetir nenhuma música. Mas obviamente acabo fazendo um playlist com umas 5 que vão me assombrar por meses de tanto que escutei.

O fato é que para curtir um iPod ou iPhone, não é preciso ter perfil específico. A propaganda dos aparelhos da Apple poderia muito bem ser: “Existem mil maneiras de se usar o iPod/iPhone, invente uma.”  Mas ouvi dizer que esse slogan já é usado.

E você, como usa o seu?


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