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	<title>euPodo.com.br &#187; Daniel</title>
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	<description>Nostalgia was better in the old days</description>
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		<title>Saiu o firmware 2.2 para iPhone/iPod touch</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2008/11/21/saiu-o-firmware-22-para-iphoneipod-touch/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 19:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
A Apple disponibilizou hoje o firmware 2.2 para o iPhone e para o iPod touch. O Google Street View que já tinha sido incluído no beta, junto com os podcasts over the air, novo safari, caminhos no google maps para quem anda a pé, enviar sua localização por e-mail e finalmente desabilitar a auto-correção do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://eupodo.uol.com.br/wp-content/uploads/2008/11/picture-1.jpg" alt="" title="picture-1" class="aligncenter size-full wp-image-5023" /><br />
A Apple disponibilizou hoje o firmware 2.2 para o iPhone e para o iPod touch. O Google Street View que já tinha sido incluído no beta, junto com os podcasts over the air, novo safari, caminhos no google maps para quem anda a pé, enviar sua localização por e-mail e finalmente desabilitar a auto-correção do iPhone.</p>
<p>Não custa lembrar que se você tem o o seu iPhone com jailbreak você não deve atualizar o seu iPhone. O <a href="http://blog.iphone-dev.org/post/60830674/sir-step-away-from-the-keyboard">Dev Team</a> já publicou inclusive um aviso em seu blog sobre o update.</p>
<p>Estou istalando o 2.2 aqui no iPhone junto com o novo iTunes 8.0.2 e em breve volto com os screenshots.</p>
<p><BR><script type="text/javascript"><!--
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		<title>Mais Estranho Que A Ficção</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jul 2007 18:39:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Vou começar esse texto de hoje com uma pergunta bem simples: por que fazer continuações tão ruins de filmes já medianos quando o cinema americano poderia fazer mais filmes geniais como “Mais Estranho Que A Ficção”?
Essa temporada de férias, onde os blockbusters pululam pelas telas, cada vez mais filmes têm continuações e cada vez mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/07/mais-estranho-que-a-ficcao-poster03.jpg" alt="null" /></p>
<p>Vou começar esse texto de hoje com uma pergunta bem simples: por que fazer continuações tão ruins de filmes já medianos quando o cinema americano poderia fazer mais filmes geniais como “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0420223/">Mais Estranho Que A Ficção</a>”?<br />
Essa temporada de férias, onde os blockbusters pululam pelas telas, cada vez mais filmes têm continuações e cada vez mais suas continuações são bem ruins, bem piores do que seus originais que já não eram nada surpreendentes.</p>
<p>Os exemplos fáceis e que estão à mão, ou melhor, em cartaz já por aqui, são as continuações de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0126029/">Shrek</a> (2 e 3), <a href="http://www.imdb.com/title/tt0325980/">Piratas do Caribe</a> (2 e 3), <a href="http://www.imdb.com/title/tt0240772/">Onze Homens E Um Segredo</a> (2 e 3) e o mais triste de todos, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0120667/">O Quarteto Fantástico</a> (2, e contando).</p>
<p>Shrek é um filme muito bom, mas muito bom mesmo, com um roteiro muito bem construído, com piadas ótimas, agrada a criança e o pai que leva ao cinema, só que foi se perdendo com as sequências. Apesar do segundo filme da franquia ser bonzinho, o terceiro se mostrou um lixo, chato, sem graça e o pior de tudo, cansativo!<br />
Piratas do Caribe caiu no erro de fazer em sua seqüência uma aposta pretensiosa demais: provavelmente espelhando-se em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0120737/">O Senhor Dos Anéis</a>, o <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000988/">“genial” produtor</a> de Piratas acharam que eles tinham material bom o suficiente pra fazer um filme com quase 5 horas de duração e dividi-lo em 2, nascendo aí os Piratas <a href="http://www.imdb.com/title/tt0383574/">2</a> e <a href="http://www.imdb.com/title/tt0449088/">3</a>. Acontece que como a gente sabe que pretensão funciona pra quem tem dinheiro e cara de pau, esses dois fatores aliados nos deram 2 filmes chatíssimos, paesar de todo o carisma de Jack Sparrow, o melhor personagem dos últimos tempos do cinema americano, claro, graças ao talento sem fim de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000136/">Johnny Depp</a>. Enquanto o Senhor dos Anéis tinha história, trama, personagens, material suficiente pra ser o que foi, Piratas afunda já na primeira hora do segundo filme; burro que sou, fui ver o terceiro e quase chorei de tristeza. Mas foi bom pra poder escrever essas linhas com mais propriedade. Até <a href="http://www.imdb.com/name/nm0461136/">Keira Knightley</a>, que eu acho muito boa, desencanta nesse terceiro filme. Tem gente que não sabe a hora de parar.</p>
<p>O filme dos ladrões do <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000123/">George Clooney</a> e do <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000093/">Brad Pitt</a> é outro que pensando bem, a gente sabe pra que serve: Clooney tem uma produtora com o diretor <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001752/#director">Soderbergh</a> e eles dizem que fazem filmes grandes como esses “…Homens…” para ganhar dinheiro para fazer filmes menores e mais aspas experimentais aspas como <a href="http://www.imdb.com/title/tt0454792/">Bublle</a>. Na minha humilde opinião, eles deveriam parar de fazer os dois, o grande e o pequeno, não saberia dizer qual é pior, se o blockbuster que não traz nada de novo e só relê o roteiro já saturado do primeiro ou se o pior é a pretensão do segundo, feito em HDTV com roteiro pífio e com (de novo) a pretensão correndo solta.<span id="more-1596"></span></p>
<p>Agora, o pior de todos é disparado a franquia do Quarteto Fantástico. O primeiro filme é de uma mediocridade ímpar e não sei como, acho que por contrato prévio, o estúdio realiza o segundo (e o provável terceiro) e não é que o filme é … medíocre também? (Mais uma vez eu aqui faço um meã-culpa de ter visto esse filme também, sem arrumar desculpas, fui mesmo e assumo!)</p>
<p>Enquanto isso, do outro lado do espectro cinematográfico industrial americano, um filme como Mais Estranho Que A Ficção é realizado, exibido e passa desapercebido, quando passa. Roteiro genial na linha surreal dos filmes do francês <a href="http://www.imdb.com/name/nm0327273/">Michel Gondry</a>, “…Ficção” é um primor, que parte da idéia de que a vida monótona de um fiscal de renda está sendo escrita/contada por uma escritora. Esse homem um dia ouve uma voz que vai narrando tudo o que ele acabou de fazer e acha que primeiro ficou louco, depois percebe que sua vida está sendo contada e fica com medo de morrer de uma hora pra outra. E ele sai atrás da voz da narradora. E se depara com uma escritora que estava com bloqueio criativo e se re-encontra no livro que está escrevendo, que por acaso é a vida desse homem de verdade. Confuso? Nada. Na verdade o roteiro do filme é bem doido e funciona muito bem. Coisas improváveis acontecendo e coisas prováveis que não acontecem, esse é o segredo. Dirigido pelo talentosíssimo <a href="http://www.imdb.com/name/nm0286975/">Marc Foster</a>, o melhor de tudo nesse filme acaba sendo o elenco. Todos os atores principais saem de seus costumeiros estereótipos cinematográficos e todos eles são muito bem dirigidos e se comportam de uma forma primorosa, todos com grande potencial para serem premiados, inclusive. Mas, como seria de se esperar, o filme é do ano passado e todos os prêmios a que o filme concorreu, perdeu, obviamente. A menção honrosa desse filme pra mim é de seu ator principal, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0002071/">Will Ferrel</a>, o humorista que desde que saiu da tv do Saturday Night Live, vem fazendo sempre o mesmo personagem, o doidão engraçado. Pela primeira vez ele faz um papel dramático, sério mas com muito humor, como seria de se esperar num filme que beira o surreal.</p>
<p>Claro que eu acho que se puder, assista todos os filmes, mas se não puder, pule o óbvio, não precisa ver o Shrek 3 enquanto pérolas como …Ficção passam quase desapercebidas pelos nossos olhos.</p>
<p>via <a href="http://www.javiu.eupodo.com.br">javiu</a></p>
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		<title>Treze Homens E Um Novo Segredo &#8211; De novo!</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jun 2007 19:17:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eu fico chocado com filmes do naipe de Treze Homens E Um Novo Segredo: o terceiro de uma leva de refilmagens, com mais de 2 horas de duração e não diz a que veio nem pra onde vai. Quer dizer, pra onde vai diz, porque as possibilidades de mais outro e mais outro são infindas.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/06/oceans13poster.jpg" align="left"/>Eu fico chocado com filmes do naipe de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0496806/">Treze Homens E Um Novo Segredo</a>: o terceiro de uma leva de refilmagens, com mais de 2 horas de duração e não diz a que veio nem pra onde vai. Quer dizer, pra onde vai diz, porque as possibilidades de mais outro e mais outro são infindas.</p>
<p>O diretor <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001752/#director">Steven Soderbergh</a> tem uma produtora com o galã <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000123/">George Clooney</a> e de lá saem filmes mega como essa trilogia, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0307479/">Solaris</a> e filmes menores e pseudo intelectuais/artísticos/experimentais como…<br />
O problema é que Sonderbergh tem errado a mão não só nos filmões como nos filminhos. Esse papo de fazer blockbuster pra pagar filme menor pra mim é balela na maioria das vezes. Desculpa pro cara ganhar dinheiro e não parecer tão pedante, parecer que ele tem um lado cult/bacana. Daí ele faz um filme como esse, ganha uns vários milhões de dólares e depois gasta uns milhares pra fazer filmes digitais que sempre contam histórias rasas e bestas que não justificam esse discurso furado.</p>
<p>Mas voltando aos Treze, essa é a segunda sequência da refilmagem de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0054135/">Ocean’s Eleven</a> de 1960, filme bacana com a turma do <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000069/">Frank Sinatra</a>/<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001509/">Dean Martin</a> sobre um bando de ladrões espertos e charmosos.<br />
O primeiro filme, Onze Homens e Um Segredo é bacana, bem filmado e tal. Mas os outros dois que de lá vieram são chatos, a mesma história requentada, ninguém merece. No anterior <a href="http://www.imdb.com/title/tt0349903/">Doze Homens</a>… ainda tinha o charme de umas personagens femininas (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000210/">Julia Roberts</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001876/">Catherine Zeta-Jones</a>), mas deve ter sido um fiasco e eles apagam qualquer traço de mulher forte desse terceiro filme, colocando no máximo uma <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000289/">assistente doida</a> e ninfomaníaca como contraponto num momento crucial do filme.</p>
<p>O filme ainda sofre do grande mal do Soderbergh na minha opinião, que é o desespero estilístico: ele faz questão de todos os seus filmes terem uma fotografia diferente, moderna e maluca, que em casos como <a href="http://www.imdb.com/title/tt0181865/">Traffic</a> funcionam bem. Mas no caso de Treze, só atrapalham, uma luz contrastada demais num drama é uma coisa, num filme de ação, só se for o <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001716/">Tony Scott</a> pra fazer alguma coisa bacana.<br />
Mais uma vez o roubo se passa num cassino, como vingança e tal. E isso me irrita também, porque as justificativas bestas com a intenção de fazerem os bandidos menos bandidos e mais bacanas são o lado politicamente correto ridículo (pleonasmo, ok) que só fazem queimar o filme.<br />
Filme chato, longo, colorido demais (no mau sentido): chega, né?</p>
<p></p>
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		<title>Caligula Reincarnated as Hitler</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jun 2007 14:15:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Cada dia agradeço mais a internet por um monte de coisas, desde conseguir trabalhos através de emails ou sites com coisas minhas e gente que vê e gosta e me chama, até conseguir musicas que demorariam séculos pra chegar por aqui. Mas o que mais tenho agradecido mesmo é pelos filmes que tenho conseguido baixar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/06/3.jpg" align="left" />Cada dia agradeço mais a internet por um monte de coisas, desde conseguir trabalhos através de emails ou sites com coisas minhas e gente que vê e gosta e me chama, até conseguir musicas que demorariam séculos pra chegar por aqui. Mas o que mais tenho agradecido mesmo é pelos filmes que tenho conseguido baixar, pérolas perdidas e esquecidas, filmes que nunca passaram por aqui e se passaram, alguns, eu não tinha idade suficiente pra ver ou pior, nem sabia que passaram na época.</p>
<p>Mas o bom mesmo são os filmes perdidos, que não passaram por aqui, que a gente fica sabendo lendo em sites (como o paginadois mesmo), em blogs ou em listas, que aliás, proliferam cada vez mais pela net e me irritam absurdamente, porqeu cada vez mais são mais bestas as tais das listas, injustificadas mesmo.</p>
<p>Um filme que encontrei por acaso na minha bíblia, o www.imdb.com, o maior catálogo pra consulta de filmes e tudo ligadoa isso, foi um dia que procurava informações sobre uma refilmagem de Calígula, que estavam tentado fazer, com elenco estrelado, mas que só fizeram ainda um trailer para tentar conseguir financiamento. Digitando Calígula na busca do site, me deparei com um título que eu achei no mínimo peculiar: “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0074569/">Caligula Re-incarnated as Hitler</a>”!<br />
Sim sim, o imperador romano doido reincarnado como o ditador alemão doido! Dali não poderia sair coisa boa! Ou melhor, com um título desses, só poderia sair coisa boa!<span id="more-1573"></span></p>
<p>Fui atrás e descobri que era um filme italiano de 1977, cujo titulo original, para a minha frustração, era “A Última Orgia do III Reich”. O nome “Calígula&#8230;” era o titulo internacional do filme. Como não sou italiano, prefiro o que deveria ter vindo pra cá!<br />
Poderia-se dizer que o filme é uma mistura estético/filosófica de Calígula com Saló, mas  filme é um absurdo de bizarrices e baixarias e perversões e sexo grotesco e crueldades!</p>
<p>E é um grande filme: muito bem filmado, com ângulos super ousados para cenas também bem ousadas, é uma pequena aula de onde colocar a câmera na hora de contar uma história.</p>
<p>Mas o que me impressionou mesmo no filme, alem de toda a bizarrice, foi o elenco: acertaram na mosca ao escolher, seja pelo physique-du-role, seja pelas interpretações propriamente ditas, seja pela direção de ator, o filme ganha muitos pontos, mas muitos mesmo, com o elenco principal, o oficial nazista comandante  e sua namorada prisioneira judia.</p>
<p>A história não poderia ser mais absurda: um campo de concentração nazista só com mulheres prisioneiras que serve como um bordel, um lugar para os soldados se divertirem com as prisioneiras; mas com uma condição, que eles não façam amor com as mulheres, que judiem delas (judias, aliás, termo que veio daí mesmo, dos sofrimentos judeus).</p>
<p>Quanto mais as mulheres sofrem, mais os homens gostam e se divertem. E não são apenas brincadeiras sexuais bizarras, mas ainda tem nesse campo o medico doido que faz experiências genéticas, como costurar duas mulheres pelas costas uma da outra, ou prender mãe e filha numa cruz invertida porque elas se recusaram a participar das orgias.</p>
<p>É claro que o filme é uma grande critica ao nazi-fascismo, ao poder, à escravidão e tudo mais, bem anos 70, com personagens por vezes estereotipados demais, quase caricaturais, mas não muito diferente do que esperaríamos de um oficial nazista que se diverte colocando uma prisioneira judia num tanque cheio de ratos famintos!</p>
<p>Mas o que me impressionou mais ainda no filme foi a história de amor do oficial nazista e sua prisioneira judia insensível: ele escolhe a mais linda das prisioneiras e começa com ela um jogo de poder e sedução para se divertir usando de seu alto cargo e poder com a loira vinda do interior. Só que a menina é fria, não se deixa abalar por nada que ele faz com ela, e quanto mais ele faz com ela, menos ela expressa qualquer emoção. Em certo momento a gente descobre o porquê dela ser tão fria e insensível e, claro, a gente passa a torcer por ela. Mas, o pior de tudo mesmo, é quando eu comecei a torcer pelo “amor” dos dois. No meio de todo o lixo e de toda podridão, nasceu uma coisa estranha que eles chamaram de amor, acreditem.</p>
<p>O final do filme é surpreendente, nada careta e nada moralista, muito pelo contrario, o que me fez gostar mais ainda.<br />
Um filme ousado e surpreendente, diferente de tudo o que nós temos visto nos cinemas ultimamente.<br />
De novo, graças à internet!</p>
<p></p>
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		<title>Zodíaco</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2007/06/20/zodiaco/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2007 20:47:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Odeio quando eu leio uma resenha ou uma critica ou o que quer que seja sobre algum filme e lá vai escrito “esse é o filme do amadurecimento do diretor”.Coisa chata!
E o que eu mais li sobre “Zodíaco” foi exatamente isso, que era o filme do amadurecimento do seu diretor, David Fincher!
Que papagaiada. Só porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/06/14175ctz_aol.jpg' alt='14175ctz_aol.jpg' align="left" />Odeio quando eu leio uma resenha ou uma critica ou o que quer que seja sobre algum filme e lá vai escrito “esse é o filme do amadurecimento do diretor”.Coisa chata!<br />
E o que eu mais li sobre “Zodíaco” foi exatamente isso, que era o filme do amadurecimento do seu diretor, David Fincher!<br />
Que papagaiada. Só porque o cara faz um filme mais econômico, sem seus maneirismos seu barroco violento, as pessoas dizem que ele amadureceu.<br />
O pior é que Zodíaco é um filme tão violento quanto Se7en ou Clube Da Luta, seus filmes anteriores sempre citados como o oposto de Zodíaco.<br />
Só que aqui, em Zodíaco,  Fincher preferiu a economia e a sutileza, enquanto lá ele chutava a porta com os dois pés.</p>
<p>Zodíaco conta a história do auto intitulado serial killer que se nos anos 60 e 70 matou umas pessoas na região de São Francisco e em seus arredores e até hoje esse assassino não foi preso e o caso não foi desvendado.  O assassino não deixava pistas e ao mesmo tempo mandava mensagens cifradas para os jornais em cartas que no final não  revelavam nada a não ser a loucura do próprio.<br />
Mas na verdade Zodíaco é um filme sobre paranóia e obsessão, criadas pela história e pelo próprio modo de agir do tal assassino.<br />
Baseado no caso real o filme mostra o quanto um repórter, um policial e principalmente o cartunista de um dos jornais se perdem e arruínam suas vidas e quase sua sanidade em busca da solução do caso. E não conseguem ajudar muito nas investigações e se perdem e perdem seus casamentos e perdem sua saúde e vão se perdendo cada vez mais.</p>
<p>Mais do que um filme onde o assassino corta cabeças e deixa em caixas ou onde um bando se encontra pra brigar pra relaxar a tensão, Zodíaco é um filme onde o terror e o medo é espalhado pela televisão e pelos jornal. Zodíaco é um filme onde, na verdade, o grande vilão é a mídia, onde a criança de 8 anos de idade que assiste tv ouve que o assassino planeja explodir um ônibus escolar no outro dia pela manhã ou onde a secretária do jornal recebe um pedaçø do tecido do morto banhado em sangue e dá um dos gritos mais assustadores do cinema atual.<br />
Só porque o cara trocou o close do gordo que explode pelo não close da mulher gritando dizem que ele amadureceu. Nada, ele ficou é mais sacana ainda, como o Hitchcock, sutil e ao mesmo tempo filhodaputa.</p>
<p>Coisas absurdas de boas do filme:<br />
-o trio principal do elenco, o jornalista Robert Downy Jr, o policial Mark Ruffalo e o cartunista Jake Gyllenhaal, impressionantemente bem dirigidos com cenas dignas de uma aula de acting em qualquer escola de cinema;<br />
-os closes no filme: são muitos, muitos detalhes, muita coisa sendo contada de pertinho, o que o cinema tem de mais legal, de mais interessante, a câmera perto, mostrando mesmo o que é pra ser visto;<br />
-como o assassino que sempre mata as mulheres e poupa os homens nos casais que ataca, Fincher não poupa as mulheres em seu filme, elas são meras coadjuvantes que não fazem muita diferença no filme, pro bem e pro mal;<br />
-ele ter usado o filme “Dirty Harry” dentro de seu filme foi um toque de genialidade. Um filme sobre um serial killer dentro de um filme falando do mesmo serial killer, um filme real dentro de um filme, sutilezas bestas que funcionam muito no fim.</p>
<p>(&#8230;mais no <a href="http://www.javiu.eupodo.com.br">www.javiu.eupodo.com.br</a>)</p>
<p></p>
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		<title>iPhone à venda dia 29 de junho!</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2007/06/04/i-phone-a-venda-dia-29-de-junho/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jun 2007 15:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Com 3 novos comerciais, a Apple anuncia o lançamento oficial do i-phone para o dia 29 desse mês.
Os filmes mostram os vários aplicativos e recursos do aparelho, sempre mostrando o quanto é fácil usá-lo.
E no fim mostra que vai ser oferecido só pela AT&#38;T.
Claro que isso tudo só nos Estados Unidos. No Brasil ainda demora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com 3 novos comerciais, a Apple anuncia o lançamento oficial do i-phone para o dia 29 desse mês.</p>
<p>Os filmes mostram os vários aplicativos e recursos do aparelho, sempre mostrando o quanto é fácil usá-lo.</p>
<p>E no fim mostra que vai ser oferecido só pela AT&amp;T.</p>
<p>Claro que isso tudo só nos Estados Unidos. No Brasil ainda demora um pouco</p>
<p><embed src="http://www.youtube.com/v/gZ_29_dMqvA" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></p>
<p><embed src="http://www.youtube.com/v/ixvbIHwDNWA" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></p>
<p><embed src="http://www.youtube.com/v/snrzTVRE87I" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></p>
<p>E <a href="http://www.apple.com/iphone/ads/">aqui</a> você vê os filmes.</p>
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		<title>Homem-Aranha 3</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2007/05/18/homem-aranha-3/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2007 15:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
O homem aranha é emo.
Emo é chato.
O homem aranha é chato.
Pena, mas é verdade. Homem Aranha 3 é chato. Não o filme todo, mas tem quse 1 hora lá no meio quando Peter Parker fica “malvado” que o filme fica meio ridículo demais. O herói bonzinho é “infectado” por uma substância/vírus/meleca vinda de um meteoro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/05/3.jpg" /></p>
<p>O homem aranha é emo.<br />
Emo é chato.<br />
O homem aranha é chato.<br />
Pena, mas é verdade. <a href="http://www.imdb.com/title/tt0413300/">Homem Aranha 3</a> é chato. Não o filme todo, mas tem quse 1 hora lá no meio quando Peter Parker fica “malvado” que o filme fica meio ridículo demais. O herói bonzinho é “infectado” por uma substância/vírus/meleca vinda de um meteoro que cai na terra perto de onde ele namora com a sua “Mary Jane” numa teia de aranha/cama/rede meio ridícula no meio do mato (sim , a seqüência desses acontecimentos é mio ridícula!!!). Essa substância faz com que o seu lado negro se aflore e sua roupa com as cores da bandeira americana sejam “sujas” pelo preto do ódio e o herói bonzinho acaba sendo nem tão bacana assim, deixando de lado seus tão arraigados valores morais mostrados nos 2 filmes anteriores e sendo exibido, babaca etc. Ele desarruma o cabelo, assume uma franja emo meio ridícula demais e ele sai pela rua quase que dançando como um michael jackson panaca, olhando a mulherada, mandando sorrisinhos ridículos e flertando bestamente. O melhor é que a cara que elas fazem pra ele fica num misto de nojo e de sensação delas acharem o moleque um ridículo. E eles insistem nisso por quase uma hora no filme, inclusive com uma seqüência bem besta dele indo ver sua ex-amada “Mary Jane” cantar numa boite de jazz com uma outra menina e faz uma cena besta de ciúme que não engana ninguém. Mas isso tudo deixa o filme engraçado até. Não compromete muito, mas me encheu o saco.<span id="more-1509"></span><br />
<img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/05/cimg0087.thumbnail.jpg" align="left" /> O filme começa bem pra caramba, é muito bem filmado e tal. A história é bacana, os atores estão cada vez melhores, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001497/">Tobey Maguire</a> em especial dá um showzinho à parte. Até a <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000379/">Kirsten Dunst</a> faz bem uma atriz meia boca que é despedida de uma peça. Mas pra mim o melhor ator e melhor personagem do filme é o do <a href="http://www.imdb.com/name/nm0290556/">James Franco</a>, o ex-melhor amigo que vira pior inimigo, vingando a morte do pai morto no filme anterior. <img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/05/cimg0092.thumbnail.jpg" align="right" />Mas como todo bom filme pra molecada americanóide besta, eles voltam a melhores amigos no final, pra ajudarem um ao outro em defesa da mocinha.<br />
Mas o filme é bacana mesmo. <img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/05/cimg0083.thumbnail.jpg" align="left" /><a href="http://www.imdb.com/name/nm0000600/">Sam Raimi</a>, o mestre, filma como poucos e cada vez mais os efeitos especiais, os CG, estão cada vez mais foda e a gente entende cada vez menos o que é real e o que foi gerado por computador.<br />
Os vôos do Aranha pela cidade são cada vez mais impressionantes. E dessa vez parece que Raimi colocou uma câmera numa teia de aranha também, quer dizer, não numa teia, mas num fio como o que o herói usa pra voar de um lado pro outro. E o bacana é que enquanto ele vai pra um lado, a câmera vem de encontro a ele daquele lado, dando um efeito incrível de que o vôo é mais bacana ainda.<br />
Em relação ao elenco, dois personagens desse filme, dois vilões se destacam, apesar de eu não ter nenhuma predileção por nenhum dos dois atores, <img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/05/cimg0089.thumbnail.jpg" align="right" /><a href="http://www.imdb.com/name/nm0333410/">Topher Grace</a> como Venom, a aranha from hell e o homem de areia <img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/05/cimg0085.thumbnail.jpg" align="left" /><a href="http://www.imdb.com/name/nm0002006/">Thomas Haden Church</a>. Os dois oriundos da tv, daqueles seriados bacanas que eu tava falando no outro <a href="http://www.javiu.eupodo.com.br/2007/05/02/a-tv-e-o-novo-cinema/">post</a> e que funcionam muito bem no cinema, inacreditavelmente pra mim!<br />
E não tem muito mais o que falar do filme, a não ser que é diversão garantida e que eu realmente espero que parem por aqui, se bem que com a bilheteria absurda que tem dado, duvido que me ouçam.</p>
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		<title>Mark Ronson e a cara nova do pop</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2007 17:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Sabe o Coldplay, né? Aquela banda que em 2001 era bem bacana e depois resolveu salvar o mundo? Eles mesmos. Imagine que eles não tivessem pirado tanto com manias de U2 e afins e continuassem sendo bacanas e só. E daí eles tivessem resolvido fazer uma versão de uma música própria, sucesso, famosa, aquela melosinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe o Coldplay, né? Aquela banda que em 2001 era bem bacana e depois resolveu salvar o mundo? Eles mesmos. Imagine que eles não tivessem pirado tanto com manias de U2 e afins e continuassem sendo bacanas e só. E daí eles tivessem resolvido fazer uma versão de uma música própria, sucesso, famosa, aquela melosinha “God Put A Smile Upon Your Face”, uma versão meio big band, só que mais rapidinha, mais bem humorada. Só em sonho mesmo. Os caras do Coldplay devem estar mais preocupados em lotar estádios ou em casar com estrelas do cinema e assistir desfiles de moda da primeira fila.<br />
Enquanto isso, um produtor americano fez isso.<br />
E não foi só com a música do Coldplay que ele brincou.<br />
Esse cara é o Mark Ronson, que produz um monte de coisas bacanas de hip hop a popzinho, passando pelo R&amp;B e rock. Ele acaba de lançar um álbum que se chama &#8220;Version&#8221;, com versões, digamos, bem peculiares de músicas bem bacanas e bem conhecidas.<br />
Além de ter dado um ar mais bacana ao Coldplay, ele chamou por exemplo a própria Lily Allen pra refazer o seu sucesso “Oh My God”, menos furioso, com uma levada bem boa, dançante cool, diferente do que a gente esperaria de uma música da Lily.<br />
Esses tais produtores como o Ronson, ou o Timbaland, por exemplo, são uns geniozinhos musicais que ficam por trás de artistas geralmente não tão geniais, como uma Britney Spears da vida, e dão vida a canções que não são mais que ruins. E por falar na careca doida da Britney, em &#8220;Version&#8221;, Ronson faz uma “versão” com uns rappers cantando a tal musiquinha numa levada quase cabaret que o Nick Cave poderia gravar com certeza. A tal versão é muito, mas muito mais interessante que a baba da Britney, e dizem as más línguas que um dos motivos da piração da loira teria sido isso mesmo!<br />
Brincadeiras à parte, Ronson é bom o suficiente pra pegar uma música como “Valerie” do Zuttons (na minha opinião, o rock mais bacana dos últimos tempos) e chamar a fodona Amy Winehouse pra cantar e ainda colocar uns sininhos pra marcar a briga com a tal da Valerie do título.<br />
Tudo bem, ele não acerta todas: a versão 60s que ele faz do petardo do Charlatans “The Only One I Know” com o Robbie Williams ficou bem fraquinha, deixando bem a desejar, pra quem vem de uma versão arrebatadora de “Apply Some Pressure”, com o próprio Paul Smith do Maximo Park nos vocais.<br />
Esses detalhes, como o próprio vocalista fazendo a versão da música, meio que mostra o poder do cara: ao mesmo tempo que o cara homenageia a banda e a própria canção original, ele mostra o que poderia também ter sido feito. Claro que os estilos são diferentes, as versões bem distintas, mas é bem coisa de prestígio dos dois lados!<br />
Mark Ronson é o nome!</p>
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		<title>Scoop</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2007/03/26/scoop/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2007 04:14:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[ O problema de escrever ouvindo musica boa é que a gente acaba sempre prestando atenção na musica, mais do que deveria, enquanto deveria prestar atenção ao que está escrevendo.
I-tunes fechado, aqui vamos nós.
Woody Allen, ou a insistência vencendo tudo e todos.
Sábado passado eu fui assitir “Scoop”, o novo do Woody, como diz um amigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/03/scoop.thumbnail.jpg" align="left" height="128" width="83" /> O problema de escrever ouvindo musica boa é que a gente acaba sempre prestando atenção na musica, mais do que deveria, enquanto deveria prestar atenção ao que está escrevendo.<br />
I-tunes fechado, aqui vamos nós.<br />
<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000095/">Woody Allen</a>, ou a insistência vencendo tudo e todos.<br />
Sábado passado eu fui assitir <a href="http://www.imdb.com/title/tt0457513/">“Scoop”</a>, o novo do Woody, como diz um amigo meu. Aliás, ele diz que nem precisa saber o nome do filme, só saber qual o par de protagonistas que muitas vezes é mais relevante que o próprio título.<span id="more-1441"></span></p>
<p>Nesse caso, o filme é estrelado (mesmo!) por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0424060/">Scarlett Johansson</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0413168/">Hugh Jackman</a>. A história se passa mais uma vez em Londres, onde Woody filmou o anterior, também com Scarlett e também uma comédia policial, se é que esse gênero existe. Acho melhor um policial engraçado, mas daí eu estaria falando da pessoa e não do gênero cinematográfico em si.</p>
<p>Bom, o filme, Scoop, é bem bonzinho, bem simpático. Tem a fofa e o fofo, ela cada vez mais parecida com as personagens neuróticas típicas dos filmes de Allen, cada vez mais gesticulando e mexendo as mãos e esfregando as mãos, cada vez mais em relação ao nervosismo de sua personagem no filme vai aumentando. O filme é quase um pastelão, muito pela presença do próprio Woody em cena, como um mágico americano em Londres. E é num espetáculo desse mágico que a estudante de jornalista Scarlet, ao participar de um número qualquer, recebe o recado de um espírito sobre um serial killer que tem matado mulheres morenas em Londres. Ela fica meio tonta com a “visita” e pede ajuda ao mágico Allen, porque, afinal, ele que “proporcionou” isso a ela.</p>
<p>Assim, eles saem à caça de um aristocrata bonitão, o típico playboy inglês, que freqüenta cluber fechados, tem um jaguar, tem casa no campo de 400 anos na família e coleciona arte, obviamente. Eles, o mágico e a estudante, arrumam uma forma de se aproximarem do bonitão e ele se sente atraído pelos americanos, que nesse momento já são pai e filha, ele milionário do petróleo, com a mágica de hobby.<br />
Momentos hilários e geniais do filme são quando Allen participa de festas da aristocracia inglesae faz comentários sarcásticos sobre as diferenças de mundos, dos ricos e dos pobres, e emlhro ainda, dos americanso (ricos e aristocratas, com história) e dos americanos (novos ricos, sem história e sem classe).<br />
A tal da investigação sobre o assassino é um prato cheio pra Allen fazer Scarlet brilhar, já que sua personagem se anima bastante com a história toda. E claro que ela se apaixona por Jackman, começa a levantar dúvidas sobre se ele é ou não o assassino e nesse momento Allen volta à cena, tomando conta do roteiro e do fim do filme, mesmo que ele queira que acreditemos que os protagonistas sejam os lindos e jovens atores.</p>
<p>Mais uma vez, o filme termina bem, de uma forma abrupta, meio francesa até, sem muito rodeio e mais uma vez Allen mostra o quanto ele faz o que quer em seus filmes e se ele tem que ir pra Londres, ou como vai agora, pra Barcelona filmar, que vá. Ele que sempre foi acusado de ser um diretor/autor tipicamente novaiorquino, tem mostrado que na verdade ele e seu gênio são universais, ele conta as mesmas histórias sempre e as conta onde quiser, do jeito que quiser e nós (pelo menos eu e mais uma meia dúzia de amigos) amamos!</p>
<p></p>
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		<title>And the Oscar goes to&#8230;</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2007/02/26/and-the-oscar-goes-to/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Feb 2007 20:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Bom, o Oscar, como previsto, foi como previsto. Todo mundo que a gente sabia que ia ganhar, ganhou. Até o filme alemão ganhou, todo mundo dizendo que é bem bom e tal, que o Fauno já ia ganhar um monte de coisa, como ganhou, Scorcese, Helle, Forrest, Jeniffer, no surprises, como diria meu amigo Thom.
Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, o Oscar, como previsto, foi como previsto. Todo mundo que a gente sabia que ia ganhar, ganhou. Até o filme alemão ganhou, todo mundo dizendo que é bem bom e tal, que o Fauno já ia ganhar um monte de coisa, como ganhou, Scorcese, Helle, Forrest, Jeniffer, no surprises, como diria meu amigo Thom.</p>
<p>Em função da previsibilidade, eu fiz uma lista dos prêmios que deveriam ter sido entregues ontem a noite, ou melhor, dos prêmios que eu deveria entregar numa festa hoje, só pra esses convidados!</p>
<p>Assim:</p>
<p>Oscar de melhor figurino da festa : Catherine Deneuve com seu vestido emprestado da Andrea CaraCortada;</p>
<p>Oscar de pior discurso: Hellen Mirren, a transgressora dos anos 60 falando bem da rainha e apresentando a estatueta no final como se fosse a rainha. Não entendi, acho que rolou um flashback de lsd vencidaço.</p>
<p>Oscar de melhor discurso: Ennio Morricone, falando em italiano e sendo mal traduzido pelo Clint, que aliás, foi o pior apresentador, nao conseguia ler o teleprompter e falou errado, péssimo, gagá!</p>
<p><span id="more-1396"></span></p>
<p>Oscar de melhor beijo: a Melissa Etheridge beijando a esposa na boca e agradecendo a própria e os filhos delas. Rainbow moment da noite!</p>
<p>Oscar de mais animal: Ryan Gossling! Putaquemepariu!</p>
<p>Oscar de discurso mais falsinho da estrela: Jennifer Hudson. Quem ela quis enganar? Ou melhor, quem ela TENTOU enganar? Já vimos que precisa MESMO de um bom diretor, sozinha e sem ensaio ou com ensaio de amigo ruim não rola, babe!</p>
<p>Oscar de pior ator sem diretor: aliás, empate entre a fofa da Jennifer e o Forrest Whitaker. O que eram as mãos do cara? Pareci que ele tava na primeira aula do curso básico de atuação e tinha que fazer um exercício que era agradecer o Oscar. Péssimo!</p>
<p>Oscar de papada mais absurda da noite: George Lucas! Pelamordedeus, o que foi aquilo?</p>
<p>Oscar de melhor imitador do Woody Allen: Martin Scorcese! Ele ficou tão perdido ali em cima recebendo o prêmio, que eu me lembrei da minha avó Emília. Fofo demais, sem falsa surpresa, sem morrer, muito bom. O cara é gênio!</p>
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		<title>BABEL</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2007/02/22/babel/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Feb 2007 14:27:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Babel é o filme mais absurdo dos últimos anos. É um filme com uns 10 anos de atraso, mais ou menos. Essa história de um não entender a língua do outro, do mundo ser uma babel, não cola mais em tempos de internet e globalizações. Nem mesmo no interior do fim do mundo do Marrocos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/02/babel.thumbnail.jpg" align="left" /><a href="http://www.imdb.com/title/tt0449467/">Babel</a> é o filme mais absurdo dos últimos anos. É um filme com uns 10 anos de atraso, mais ou menos. Essa história de um não entender a língua do outro, do mundo ser uma babel, não cola mais em tempos de internet e globalizações. Nem mesmo no interior do fim do mundo do Marrocos, nem no México e muito menos na Tokio moderna de chat ao vivo pelo celu. O cara teve que colocar uma japonesa surda pra ter gancho com a historinha besta que ele tenta contar: japonesa surda num filme que se presta a contar histórias de não-comunicação, de falta de comunicação, é pegar pesado demais!  E tudo isso pra contar no final a mesma história que ele vem contando faz 3 filmes, da perda do filho e do sofrimento do pai. Tá bom, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0327944/">Iñarritu</a>, a gente já sabe que você passou por isso, a gente se solidariza, mas chega, né?</p>
<p>A premissa desse filme seris a dificuldade de comunicação, a falta de diálogo e como uma palavra não dita pode desencadear um absurdo de uma avalanche de problemas. Seria um filme também sobre o acaso, ou sobre como o acaso não existe. E seria um filme sobre o caos, a velha teoria do caos, sobre o efeito borboleta, que bate as asas em Tokio e reflete no Marrocos.</p>
<p>Seria se o filme fosse bom, se o roteiro fosse bem elaborado, se o filme não se perdesse e se no meio de tanta coisa que ele tinha pra contar ele não terminasse fazendo um filme &#8220;fim de novela&#8221;, onde tudo tem que se resolver e nada de forma sutil, tudo meio truncado e correndo demais. Chato!</p>
<p><span id="more-1388"></span></p>
<p>Uma coisa que me deixou chocado foi o olhar de gringo do diretor filmando no México, seu país natal. Na verdade o filme tem toda uma cara de não identidade acho que proposital, meio que pra mostrar que o diretor é um cara do mundo, que não é daqui nem dali, mas o cara é mexicano, é melo-dramático, e fica tentando se esconder pra fazer tipo só porque agora mora em Los Angeles? Não, não funciona, fica ruim. A sequência do casamento mexicano me deixou com um desconforto tamanho que quase saí do cinema pra pegar ar, pelo olhar distanciado, pela tentativa frustrada de não priorizar talvez uma história em detrimento de outra, mas acontece que fica tudo no meio do caminho, sem profundidade suficiente, sem close, sem planos próximos, muito plano geral deixando o filme frio demais. Os poucos closes são nos astros caros hollywoodianos, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000093/">Brad Pitt</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000949/">Cate Blanchet</a>, afinal, temos que fazer valer o cachê. Os dois estão bem, mas normais. Acho que o moleque marroquino é o melhor do filme, e os dois moleques americanos perdidos no México também, principalmente quando eles se divertem e sorriem, num contraponto do marroquino e no final ligados pelo destino cruel.</p>
<p>Mas o que mata o filme mesmo é a parte japonesa. Perdido, forçado, chato, mais forçado, e com o pior dos 3 roteiros, sem final, sem pé nem cabeça. Acho que aqui daria pra fazer um paralelo óbvio mas pertinente com o &#8220;Encontros e Desencontros&#8221;, nem sobre o filme ou roteiro, mas sobre diretor gringo filmando em Tokio. Sofia se sai maravilhosamente bem, sem parecer muito deslocada ou muito gringa filmando em solo novo. Já Iñarritu se perde e não sabe o que fazer com uma cidade cheia de oportunidades fílmicas. Além de ter o roteiro mais fraco das 3 histórias, parece que ele de qualquer maneira tentou arrumar uma desculpa pra filmar em Tokio, deve ter conseguido dinheiro japones e quis justificar. Mas da mesma forma que qualquer das outras 2 hitórias poderiam ter sido filmadas em qualquer outro lugar do mundo, no Japão não teria sido diferente: hoje em dia qualquer grande cidade não é muito diferente da Tokio malucona de Iñarritu, com os J-Bars, as adolescentes doidas, as drogas e o skyline lindo. Mas nada disso justifica uma perda de tempo do tamanho da que se perdeu.</p>
<p>Demorei tanto pra ver o filme e me decepcionei tanto. Tinham me dito que eu não gostaria do fim do filme, mas eu nnao gostei nem do início e nem do meio.</p>
<p>Só duas coisas que eu gostei muito: a trilha sonora e a montagem, que não é uma montagem paralela em real time, isso me deixou feliz. Pena que foi pouco pro filme. Pena mesmo.</p>
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		<item>
		<title>Oscar, A Rainha e Borat</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2007/02/21/oscar-a-rainha-e-borat/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Feb 2007 16:34:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Essa semana teremos mais uma vez o Oscar, a entrega dos prêmios da Academia Americana de Cinema. E mais uma vez muita gente vai reclamar, falar um monte, criticar um monte, mas não adianta, essa é a festa de prêmios mais comentada de todas. Cafona, demorada, engraçada, sem graça, mais cafona, mas todo mundo assiste, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/02/borat.jpg" align="left" height="444" width="250" /></p>
<p>Essa semana teremos mais uma vez o Oscar, a entrega dos prêmios da Academia Americana de Cinema. E mais uma vez muita gente vai reclamar, falar um monte, criticar um monte, mas não adianta, essa é a festa de prêmios mais comentada de todas. Cafona, demorada, engraçada, sem graça, mais cafona, mas todo mundo assiste, todo mundo quer ver quem vai se sentar na primeira fila, os vestidos, os óculos do Jack Nicholson, a Gisele ao lado do DiCaprio, o ex da futura do fulano e, o pior pra mim, as traduções simultâneas do José Wilker e o Rubens Ewald, que ninguém merece. Já disseram pra eles que eles são só comentaristas, e não tradutores?<br />
De qualquer maneira, o que mais incomoda e não só a mim, acho que incomoda todo mundo ligado ao cinema e com uma paixão pela sétima arte, é a quantidade de prêmios americanos, sempre com os mesmos finalistas e sempre os mesmos premiados: Globo De Ouro, associação de atores, de roteiristas, de diretores e tal e coisa e coisa e tal.<br />
Os mesmos filmes são premiados sempre nas mesmas categorias, os mesmos atores, as mesmas atrizes e tudo se repete ad infinitum. Isso na verdade só mostra o quanto o Oscar na verdade é mesmo o reflexo do cinema americano. Dizem que o Globo de Ouro é a prévia do Oscar e que é um prémio mais desvinculado e mais independente, porque é concedido pela associação dos críticos estrangeiros em Hollywood, mas é quase sempre o mesmo resultado repetido no Oscar. Esse ano por exemplo quem venceu foi a <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000545/">Helen Mirren</a> como melhor atriz, feito que deve ser repetido domingo agora. Fui ver “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0436697/">A Rainha</a>”, filme super bem falado, dirigido pelo mestre <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001241/">Stephen Frears</a>, fotografado pelo grande <a href="http://www.imdb.com/name/nm0005649/">Affonso Beato</a>. E o filme é de uma chatice desconcertante. O filme gira em torno da morte da princesa Diana e do quanto a indiferença da família real em relação ao evento foi ruim pra imagem da realeza. Só que esse tema besta de caçadas e mesuras e protocolos deve ser interessante muito até pros ingleses e até pros seus pseudo-súditos norte americanos. Pra mim, foi um purgante. Dormi várias vezes na projeção e não agüentava mais  acara de tédio da Mirren. Na verdade eu acho que ela mesma deve ter se sentido cansada de história tão chata. Mas, com certeza, ela ganha o prêmio de atriz, principalmente por não ter ninguém indicado que chegue a não ser pela mediana Penélope Cruz, que em “Volver” tem o melhor papel de sua vida, e como já disse antes, duvido que ela encontre um filme como esse daqui pra frente. Ela pode se aposentar hoje e ser feliz por ter chorado pro Almodóvar num filme de fantasmas maravilhoso. Mas, duvido que haja um arroubo de sei-lá-o-quê e os caras mandem a estatueta pras mãos de Penélope, veremos. Isso é bem a cara do nosso ano de prêmios, a previsibilidade, o que é bem chato! Filme, ator, roteiro, tudo na cara, tudo sem surpresa.</p>
<p><span id="more-1387"></span><br />
A única surpresa que seria, que teria, é <a href="http://www.imdb.com/title/tt0443453/">Borat</a>, o filme porrada que me deixou por dias sem conseguir acreditar quem um filme desses fosse feito, e melhor ainda, lançado nos cinemas e candidato a prêmios e tudo. Borat é como se o pânico, aquele programa besta de tv, tivesse culhão e fizesse um filme impiedoso sobre a sociedade americana. É o filme que o casseta e planeta deveria ter feito, ams eles são da globo, daí fica difícil!<br />
Borat, é uma criação do ator inglês <a href="http://www.imdb.com/name/nm0056187/">Sacha Baron Cohen</a>, um repórter do Cazaquistão, ou o segundo melhor repórter do Cazaquistão, que vai para os Estados Unidos fazer reportagens sobre o jeito americano de viver, e sempre faz questão de mostrar o seu lado das coisas, ou o lado de um pseudo-repórter do quarto mundo, numa sociedade tão distinta como a americana. Em 2 horas de filme, é quase impossível não sentir pelo menos nojo em cada uma das sequências do filme. Preconceituoso, politicamente incorreto, nojento, sujo, mas tudo em favor da piada. Isso quer dizer que o cara tem a manha, sabe fazer e fez direito. Nenhuma das seqüências do filme poderiam ser descritas aqui sem ser fiel aos detalhes porcos, pra se dizer o de menos. Borat é o sopro de novidade num ano de filmes repetitivos, mas nem ele consegue se safar da repetitividade e da velocidade das informações de hoje em dia: ao receber o prêmio de ator de comedia no Globo de Ouro, repetiu uma piada que vinha utilizando repetitivamente, eu particularmente já a tinha ouvido quando ele deu entrevista no David Letterman, sobre quem ainda não o processou e por ele estar ali. Só espero que ele tenha piadas novas pra noite do Oscar, senão vai ser a decepção das decepções, e assim, confirmar só o pior do que poderíamos esperar do tal único ar novo que vimos esse ano em tempos de estatuetas.</p>
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		<title>SKINDÔ SKINDÔ!</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Feb 2007 17:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[É minha gente, é carnaval de novo. E mais uma vez o povo sai pras ruas, se transveste, bebe, esquece os problemas e bla bla bla. Pelo menos o ano começa de verdade a partir da outra semana. Eu tenho tido uma tradição carnavalesca nos meus últimos, sei lá, 30 anos, de fugir de qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/02/pandeiro.jpg" alt="pandeiro.jpg" align="left" />É minha gente, é carnaval de novo. E mais uma vez o povo sai pras ruas, se transveste, bebe, esquece os problemas e bla bla bla. Pelo menos o ano começa de verdade a partir da outra semana. Eu tenho tido uma tradição carnavalesca nos meus últimos, sei lá, 30 anos, de fugir de qualquer resquício de folia. Eu me considero o túmulo do samba, com prazer!<br />
Na verdade eu gosto de samba, daquele sambinha tipo Martinho da Vila, bacaninha, relax, (“Homem que é homem, não chora, não , não chora, quando a mulher vai embora, vai embora!”) que dá pra você ouvir num sábado a tarde, bebendo um pouco e dando risada com seus amigos.</p>
<p>Mas a comoção toda em torno dos sambódromos e trios elétricos e afins, isso eu não engulo. Os camarotes são alimentados com rios de dinheiro pra nada. As pessoas se perdem, engravidam, são assaltadas. Mas se divertem, o que no final das contas é o que importa.<span id="more-1364"></span></p>
<p>Será?<br />
Falando com meu amigo Gorky semana passada, o dj do Bonde do Rolê, ele me contou que o mestre Zane Lowe, da BBC1, tocou “Solta o Frango” em seu programa de rádio e que ao desanunciar a música, classificou como “carnaval vibe”.<br />
Pois é, na Inglaterra, fonte primordial da melhor M.P.B. de todas, a nossa boa Música Popular Britânica, uma doideira de misturebas boas como o “Bond du Rol”, como eles falam por lá, é considerada carnaval.</p>
<p>Fiquei assim imaginando uma escola de samba carioca, das grandes, uma Beija Flor da vida, fazendo um samba enredo no estilo do Bonde, misturando Nirvana com Lecy Brandão, Sique Sique Sputinik com D. Ivone Lara. Ou qualquer outra mistura esdrúxula, como devem ser as misturas num caso desses. Fiquei imaginando o quanto isso influenciaria a cultura popular do Brasil, pelo poder de mídia que esse carnavalzão tem.</p>
<p>Imagino o preço do iPod caindo, pessoas nos ônibus trocando mp3 e, melhor ainda, trocando informações bacanas e atualíssimas. (Só pra me justificar um pouco, longe de mim detonar a cultura popular original brasileira que tem que existir, mas em tempos de conexões super rápidas da internet, as informações vêm de todos os lados cada vez mais e cada vez mais rápidas).</p>
<p>Se pensarmos nisso, logo pensaremos nos Mutantes colocando guitarra naquela musica brasileira dos anos 60. Podemos lembrar até mesmo da bossa nova, uma elitização do samba talvez, mas era bem isso, gente com um tipo diferente de informação tentando fazer algo diferente. Chico Science e sua Nação Zumbi foi um marco de mudança também da música brasileira proque eles não tiveram medo de arriscar e de ousar e de misturar. Os Raimundos também, levados menos a sério pro nao terem um discurso (até chato), como o do povo do mangue, mas Raimundos, só pra lembrar do nome da banda, era uma nordestinização  dos Ramones, e não só no nome, mas na musica também.<br />
Isso tudo pra chegar de volta ao Bonde do Rolê, a banda mais tonta de todas e mais bacana de todas hoje. Quando ano passado eu tocava o “Melô da Esfiha” nos meus sets de rock, o povo olhava feio e parava de dançar quando a voz da Marina gritava sobre as bases rockers funkeadas do Gorky. Hoje em dia, o Bonde tá em tudo quanto é lugar e ninguém mais se assusta com isso tudo. Que bom!</p>
<p>Agora é só esperar pra um próximo carnaval a gente ter uma festa com o Gorky como mestre de bateria, a Marina de porta bandeiras alucinada e o Pedro de mestre salas doente!<br />
Isso sim seria um carnaval de fazer história!</p>
<p>&lt; !-adsense#ret&#8211;&gt;</p>
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		<title>Pecados Íntimos e Menina Má.com</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Feb 2007 15:02:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A bem da verdade é que esse post é sobre o Patrick Wilson, o ator principal dessas duas pérolas, Pecados Íntimos e Menina Má.com.
Primeiro assisti o Menina, em 2006, num fim de tarde que foi um sofrimento. O filme é de uma crueldade ímpar, já tinha lido um monte a respeito, mas assitir tudo aquilo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A bem da verdade é que esse post é sobre o Patrick Wilson, o ator principal dessas duas pérolas, Pecados Íntimos e <a href="http://www.imdb.com/title/tt0424136/">Menina Má.com</a>.<img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/02/2420-2006-09-20-15-24-02.jpg" align="left" height="334" width="222" /></p>
<p>Primeiro assisti o Menina, em 2006, num fim de tarde que foi um sofrimento. O filme é de uma crueldade ímpar, já tinha lido um monte a respeito, mas assitir tudo aquilo me deixou mais chocado ainda. E é tão bem filmado, a história toda é tão bem contada, que mesmo sabendo o que está acontecendo, mesmo não vendo o que está acontecendo, eu fiquei me mexendo na poltrona o tempo todo, sofrendo com o cara. O filme conta a história de uma menina de 14 anos de idade que conhece um cara pela internet (um cara mais velho, de uns 30 anos) e vai se encontrar com ele pra um sorvete que termina em uma ida à casa dele. A menina má do título revelador, já nos faz esperar alguma coisa dela, de sua carinha de anjo; e nem precisamos esperar muito porque ela já coloca um &#8220;boa noite cinderela&#8221; na água do cara e quando ele acorda, ele tá amarrado, bem preso, e a menina começa a dizer porque está lá, que ela quer vingar sua amiga, também de 14 anos, por ter sido molestada por esse cara, um suposto pedófilo. Só que a menina não tem provas e as procura, o cara passa o tempo todo neando o que aconteceu, até que a menina com um método infalível de confissão, muda toda a história. A partir de então, o filme vira uma tortura pra quem assiste, no melhor dos sentidos, se é que exista um bom sentido nisso. A mão leve do <a href="http://www.imdb.com/name/nm1720541/">diretor</a> faz com que não apenas o espectador sofra muito, mas sofra sem ver um único detalhe do que está acontecendo.<span id="more-1363"></span></p>
<p>Nas mãos de um Tarantino ou de um Scorcese, o filme não seria a mesma coisa, pelo prazer pelo gráfico, pelo explícito. Na verdade o filme seria outro, bem diferente. Mas o bacana é a sutileza da direção mesmo, apesar do tema e do enfoque. A atriz do filme é bacana, não tem tanto a cara de uma menina de 14 anos, parece mais madura do que deveria, isso me incommodou um pouco. Imagino a dificuldade de conseguir uma atriz mais nova , menos experiente pra um papel desses, mas acho que assim o filme seria perfeito, uma menina má com cara de menininha mesmo. Mas isso não atrapalha tanto quando as coisas relamnete acontecem. E quem rouba a cena é mesmo Patrick Wilson, o suposto molestador, acuado por uma garota que o faz sofrer e que mesmo assim tenta manipulá-la de alguma forma. A gama de interpretação de Wilson é impressionante. Ele não só é convincente como nos faz ter pena de um cara que em princípio estuprou e matou uma menininha. Isso pra mim é ser fodão, mérito do ator e claro do diretor e roteiro e tal. Mas com um ator mais canastra, mais querendo aparecer, isso iria por água abaixo. Wilson se segura e dá show, não quer aparecer e acaba se destacando.O filme é curto, como devem ser os filmes, ou a maioria deles, pelo menos. E na minha opoinião isso se deve ao bom senso de uns poucos e bons diretores, que sabem a hora de parar.<img src="http://www.javiu.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/02/793-2007-01-27-21-00-17.jpg" align="left" height="334" width="222" /></p>
<p>Já <a href="http://www.imdb.com/title/tt0404203/">Pecados Íntimos</a> é quase o oposto de Menina: um filme que se mostra tudo pra contar uma história que é quse uma novela das 8. Na verdade se a Globo ou qualquer tv tivesse culhão, as novelas seriam como esse Pecados Íntimos (título besta pra um título genial original, pequenas criaturas, os causadores por assim dizer de tudo o que se passa no filme). A história se passa num subúrbio qualquer americano, onde as vidas pacatas, os papos nos playgrounds, nas piscinas públicas é incomodado pela volta de um molestador infantil (de novo!!!) á região, proibido de frequentar qualquer lugar que tenha criança por perto. Mesmo assim as famílias ficam incomodadas, com razão. Como esses subúrbios são habitados principalmente por famílias novas, com filhos pequenos, as pequenas criaturas do título original, as coisas acontecem por causa delas, basicamente, as relações de amizade inclusive entre adultos, como mães que se conehcem quando seus filhos brincam. <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000701/">Uma delas</a> é mais relapsa e mais distante, menos comprometida com seu papel de mãe que as outras e isso se deixa mostrar em pequenos atos, como esquecer de levar o lanche da filha ao parquinho, por exemplo. E no primeiro momento que ela pode sair dessa pasmaceira, ela sai, que é quando choca suas &#8220;amigas&#8221; ao dar em cima do único pai que acompanha seu filho no lugar da mnae que trabalha e sustenta a casa enquanto ele estuda pra passar no exame da ordem pra poder ser o advogado (claro) e provedor da sua casa. Só que esse pai, de novo o fodão <a href="http://www.imdb.com/name/nm0933940/">Patrick Wilson</a>, não quer passar no exame, não estuda o que deveria, e quando deveria estar na biblioteca, fica na rua vendo moleques andarem de skate, almejando uma adolescência tardia já perdida por seus compromissos familiares, talvez o grande problemas hoje dos 30es, crescer. Nesses encontros e desencontros infantis, o perdido se sente atraído pela perdida, começam a se ver e a transar e se apaixonam. Na casa do vizinho, o <a href="http://www.imdb.com/name/nm0355097/">molestador</a> e sua <a href="http://www.imdb.com/name/nm0813902/">mãe</a> tentam que ele tenha uma vida saudável e normal, o melhor casal do filme aliás! Nessas tentativas ele sai pra jantar com uma mulher que ele conhece em classificados de um jornal e e uma das melhores cenas do filme acontece no carro dela, quando eles voltam pra casa: a força e o poder do <a href="http://www.imdb.com/name/nm0276062/">diretor</a> se mostram ali. E se mostram também nas cenas de sexo, uma melhor que a outra, pra deixar bem claro que as vidas pacatas e entendiantes desses subúrbios mudam quando algumas pessoas querem sair de sua normalidade. Voltando ao elenco, Kate tem uma cena linda, quando numa reunião de um clube do livro, mulheres discutem Madame Bovary, e ela explica a personagem clássica, dizendo que quando tinha lido na universidade, tinha achado a personagem fruto de um escritor machista, mas que agora ela entendia de forma diferente, fruto de suas escapadas do casamento, com certeza. O impressionante dessa sequência é a câmera em super close em Kate e ela quase sorrindo de felicidade, por se lembrar do que acontece com ela, justifica as traições e a felicidade de Bovary. Lindo!</p>
<p>E voltamos ao que viemos, Patrick Wilson. Duas coisas me impressionaram muito nesse filme em relação a ele: primeiro é que ele tem uma luz própria, ele se destaca do resto do elenco; parece que o diretor se apaixonou por ele ou o fotógrafo, e o melhor set de luz era sempre usado pra ele. Ele sempre brilha, tem uma luz de sol o tempo todo sobre ele, mesmo a noite, mesmo num jantar, mesmo sob a lua. E isso é bom. Outra coisa que me deixou de queixo caído foi na cena que ele resolve andar de skate, no meio do caminho pra sua mudança total. Ele desesperado, se deixa seduzir por flutuar um pouco. E assim ele percebe quando ele queria voar, como ele não sabia, acabou caindo e se machucando, um Ícaro suburbano, mesmo sem ter chegado tão perto, mas ainda seduzido pelo vôo.</p>
<p>Dois filmes obrigatórios por suas grandes qualidade e pouquíssimos defeitos, que nem valem nota, no final!</p>
<p></p>
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		<title>Não vou mais ao cinema!</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Feb 2007 00:56:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Não vou mesmo!
Tô cansado de poder comprar o ingresso de casa pela net e não ter que pegar fila.
Tô cansado de ser bem atendido nas bilheterias, cada vez mais bem informatizadas e bem equipadas, com os bilheteiros mais educados que nunca, gentis e prestativos.
Chega de ter que esperar o filme começar em cafés maravilhosos, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não vou mesmo!</p>
<p>Tô cansado de poder comprar o ingresso de casa pela net e não ter que pegar fila.</p>
<p>Tô cansado de ser bem atendido nas bilheterias, cada vez mais bem informatizadas e bem equipadas, com os bilheteiros mais educados que nunca, gentis e prestativos.</p>
<p>Chega de ter que esperar o filme começar em cafés maravilhosos, com doces e sucos e cafés bem tirados e sonzinho bom ambiente.</p>
<p>Não aguento mais ter que comprar pipoca quentinha. Pipoca quentinha! E se não quiser pipoca, não me conformo em ter que escolher entre pão de queijo, croissants, folhados, tudo fresquinho.</p>
<p>E os banheiros limpos? Como assim banheiros limpos em cinemas? Cheiroso, com sabonete e papel pra enxugar as mãos. Outro dia fui em um banheiro que tinha até protetor de assento de vaso sanitário! Absurdo!</p>
<p>Daí, o grande  choque, entrar na sala de cinema. <span id="more-1341"></span>Essas salas novas, super bem equipadas, com som perfeito, projeção impecável, salas limpas, com cadeiras que inclinam, salas cada vez maiores, com telas gigantes. Pra alguém como eu que gosta de se sentar bem na frente, de me sentir ser engolido pela imagem e tragado pelo som, uma sala dessas é um disparate. Pra quê um negócio tão grande, tão bem equipado, tão bacana, pra ver um filme que eu posso comprar na esquina da minha casa, num camelô, numa cópia sofrível em um dvd pirata, pagar baratinho, ficar em casa com a janela aberta, ouvindo o vizinho de cima brigar com a mulher dele e quebrar prato na minha cabeça. Não que isso atrapalhe tanto assim a concentração; afinal, tô em casa, posso parar o filme no meio e voltar a hora que eu quiser.</p>
<p>Magia do filme, da projeção? Entrar no clima? Coisa velha!</p>
<p>A gente vive num mundo rápido, de internets e memória curta, pra que ver um filme como Os Infiltrados, por exemplo, com tanta interpretação fodona de tanto ator fodão no cinema se em casa a gente pode ver o filme em uns 3 ou 4 dias, afinal, o filme tem mais de 2 horas, ninuém aguenta, né?</p>
<p>Pra que assistir numa tela gigante, um filme que foi todo pensado pra ser visto numa… tela gigante? Em casa, na tv de 21? é melhor, mais perto, com aquela compressão de dvd pirata que você enxerga todos os pixels numa cena mais escura. Mas, bom, é o preço que se paga pra informação imediata, certo? Não dá pra  você querer ver um filme que ainda nem estreou nos cinemas americanos se ele não tiver um defeitinho aqui, outro ali.</p>
<p>Por essas e outras que eu fico em casa. Não preciso olhar pra cara de ninguém, não preciso cumprimentar algum conhecido saindo da sala e empolgado com o filme me perguntando se eu gostei ou não! Como assim, querer saber minha opinião sobre qualquer coisa!</p>
<p>Por essas e outras não vou mais ao cinema.</p>
<p>n.a. &#8211; depois de escrever esse texto, o autor foi internado às pressas com febre de 42º.</p>
<p></p>
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		<title>PERFUME &#8211; História De Um Assassino</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2007/01/30/1323/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Jan 2007 21:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eu sempre que vou ver um filme baseado em um livro que eu já tenha lido, fico reticente. Geralmente esses filmes se perdem em tentar ser o mais fiel possível ao livro e se perdem, os roteiristas esquecendo que estão fazendo um filme e não um livro. Ou de vez em quando o filme se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image1324" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/01/untitled-5.jpg" alt="untitled-5.jpg" align="left"/>Eu sempre que vou ver um filme baseado em um livro que eu já tenha lido, fico reticente. Geralmente esses filmes se perdem em tentar ser o mais fiel possível ao livro e se perdem, os roteiristas esquecendo que estão fazendo um filme e não um livro. Ou de vez em quando o filme se perde totalmente, mudando a história original, tirando os melhores personagens do livro (no caso, por exemplo, de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0163978/">A Praia</a>, filme do <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000965/">Danny Boyle</a> que ele se &#8220;esquece&#8221; do fantasma que aparece o livro todo pro personagem do <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000138/">DiCaprio</a>, que é o mais bacana do livro).</p>
<p>O <a href="http://www.imdb.com/title/tt0396171/">Perfume</a> é um livro que eu li assim que saiu no Brasil, acho que uns 20 anos atrás. Lembro muito bem, do início do livro, o menino nascendo no mercado de peixe e sua mãe sendo enforcada por tê-lo deixado chorando embaixo da barraca imunda. Outra coisa que eu me lembro bem é dos cadernos culturais dizendo que era um livro impossível de ser filmado por falar de odor, de cheiros e do homem com o melhor olfato da história, o tal menino do início do livro que cresce para se tornar um ajudante de perfumista bem doido. Ele na verdade quer aprender a maneira de guardar os odores, de armazenar o cheiro de tudo, do ferro a uma mulher bonita. E pra isso ele não mede esforço, não pensa no que se pode ou não fazer, no que é permitido, no que é moral ou ético.<br />
<span id="more-1323"></span></p>
<p>Eu ficava pensando que se o cara escreveu um livro falando de cheiros e odores e a gente sente os cheiros porque o livro  foi bem escrito, claro que se o filme fosse bem feito a gente sentiria o mesmo prazer.</p>
<p>E foi isso que aconteceu com o filme. Dirigido pelo alemão bem bom <a href="http://www.imdb.com/name/nm0878756/">Tom Tykwer</a>, o filme é surpreendente, lindo, bem dirigido, bem filmado, tem a história super bem transposta com um roteiro coerente e bem amarrado. Apesar do filme ser caretinha, sem nenhum absurdo estilístico ou estético, o bom é que por ser amparado por um elenco muito bom, Tykwer acaba tendo um produto final bem bacana.</p>
<p>Mais do que explicar a história ou contar um pouco do enredo, acho que deve-se prestar muita atenção na atuação de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0924210/">Ben Whishaw</a>, o perfumista/assassino. O ator inglês dá um show de interpretação, unindo um desconforto físico a um sotaque e modo de falar bem estranho, mostrando uma deficiência geral do personagem. <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000163/">Dustin Hofmamm</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000614/">Alan Rickman</a>, são os coadjuvantes geniais que dão mais vida `a história. E outro destaque do elenco pra mim é <a href="http://www.imdb.com/name/nm1248393/">Rachel Hurd-Wood</a>, a Wendy do Peter Pan que cresceu, tá linda e é o objetivo final do assassino.</p>
<p></p>
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		<title>O Oscar e esses prêmios</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2007/01/24/o-oscar-e-esses-premios/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jan 2007 15:28:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Claro que todo ano com a lista de indicações ao Oscar, pensamos no quanto essas listas são bestas, esses prêmios são bestas, e todos nesse nível têm a finalidade de alavancar carreiras ou alavancar filmes que não foram muito bem na bilheteria mas que os estúdios esperam uma segunda chance.
A qualidade artística no geral é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Claro que todo ano com a lista de indicações ao Oscar, pensamos no quanto essas listas são bestas, esses prêmios são bestas, e todos nesse nível têm a finalidade de alavancar carreiras ou alavancar filmes que não foram muito bem na bilheteria mas que os estúdios esperam uma segunda chance.</p>
<p>A qualidade artística no geral é relegada a segundo ou terceiro planos, com exemplos absurdos como um diretor como Robert Altman nunca ter ganho um prêmio desse nível (ganhou de contribuição artística, o que sempre é uma piada pra mim).</p>
<p>Um exemplo da lista desse ano é “Volver”, o petardo de Almodóvar, não ter sido indicado como melhor filme de língua não inglesa. Claro que eu tô torcendo pra que “O Labirinto do Fauno” vença nessa categoria, com ou sem Almodóvar, mas já que é premiação, já que é bacana, que indiquem os melhores filmes mesmo.</p>
<p>Outro absurdo é um filme como “Dreamgirls” (que eu ainda não vi, diga-se de passagem) ter tido o maior número de indicações e não o grande “Os Infiltrados”. Dreamgirls deve ser bacana e tal, mas o filme do Scorcese é uma obra de arte, um absurdo de concisão e precisão de atuações. Se eu pudesse eu daria um prêmio ao elenco do filme, soberbo!</p>
<p>Já os diretores indicados, com certeza são 5 dos mais fodões hoje em dia o próprio Scorcese que nunca ganhou um prêmio desses e que todos torcemos pra que ganhe esse ano. Clint, o Clint, fodão demais e esse ano com 2 filmes lançados ao mesmo tempo, numa estratégia genial, a mesma história de guerra contada do lado americano e do lado japonês. O mexicano Iñarritu de “Babel”, o cara que só acerta em cheio nos filmes que faz e que tá crescendo cada vez mais. O inglês Stephen Frears, que uns 20 anos atrás fazia filmes fodões como “Minha Adorável Lavanderia” e hoje continua fazendo filmes fodões como esse “A Rainha”, tão falado e tão premiado. E finalmente, na minha opinião, um dos 3 diretores novos mais bacanas hoje em dia, Paul Greengrass, de “Vôo United 93&#8243;, filme perdido nos lançamentos em meio a tanto blockbuster, mas que é uma pérola. Ele é o cara que fez “Domingo Sangrento” e que tá na américa fazendo filmes com a sua cara e a sua marca. Pra poucos.</p>
<p>Só pra concluir, porque não adianta falar de prêmios de ator e atriz e afins, porque daí é palhaçada mesmo, o mais bacana do Oscar pra mim, ou do cinema mesmo nesse ano passado, é a dominação dos diretores fodões mexicanso fazendo os melhores filmes. O já citado Iñarritu com seu Babel. O também já citado “Labirinto do Fauno” do meu preferido Guillermo Del Toro. E o grande filme do ano passado, “filhos da Esperança”, um filme que passou totalemten despercebido pelo cinema mas que merece que se veja, do também mexicano Alfonso Cuaron, que concorre nesse Oscar a melhor roteiro Adaptado.</p>
<p>Brasil? Cinema brasileiro? Cuma?</p>
<p></p>
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		<title>Ano Novo, Música Velha</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jan 2007 16:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Essa semana eu fui chamado pra fazer um programa de rádio com uma amiga, Ida Feldman. Ela tem um programa semanal na rádio Mix Brasil e lá fui eu bater papo e tocar umas músicas. Fiquei pensando quais músicas levar, o que eu estava ouvindo esses dias que era bacana o suficiente pra mostrar pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana eu fui chamado pra fazer um programa de rádio com uma amiga, Ida Feldman. Ela tem um programa semanal na rádio Mix Brasil e lá fui eu bater papo e tocar umas músicas. Fiquei pensando quais músicas levar, o que eu estava ouvindo esses dias que era bacana o suficiente pra mostrar pra quem ouve um programa de rádio numa segunda feira as 6 da tarde. Uma coisa que me decepcionou um pouco foi que todas as musicas que eu levei, isso quer dizer, as músicas que eu mais tô ouvindo esses dias, são todas músicas que todo mundo já conhece, que eu já falei por aqui outras vezes, nada super novo, nada surpreendente.</p>
<p>A única diferença foi que eu levei todas versões remixadas das músicas: a velha e boa “Standing In The Way Of Control” do Gossip, remixada pelo Playgroup, dj inglês bem interessante; “Skip To The End” do Futureheads remixada pelo Digitalism, “Cubicle” do Rinocerose remixada pelo Eraserhead e por aí foi.<span id="more-1279"></span></p>
<p>A conclusão é que hoje em dia, se a banda, o artista, for esperto ou inteligente o suficiente, acaba dando uma música pra algum dj /produtor bacana fazer um remix e dar uma cara nova à música, dando até uma “sobrevida” á música e ao álbum. Um exemplo bem pertinente é o álbum “silent Alarm” de 2005, do Bloc Party que teve todas as músicas  do álbum remixadas e lançaram um “Silent Alarm Remix”. “Standing&#8230;” do Gossip, tem pelo menos 6 remixes ótimos, isso pra citar uma música que talvez seja a melhor lançada em 2006. Num caso desses, os djs saem à caça de tal gema tão preciosa, de uma tal música tão fodona e que também possa se aproveitr do sucesso da banda e da música. Muitas vezes os remixes não são oficiais, ou encomendados pela banda. E algumas vezes esses remixes não-autorizados acabam sendo melhores que os tais encomendados.<br />
Isso tudo pra dizer também de um papo que eu tive semana passada com meus companheiros do podcast (o link tá aqui ao lado pra ouvir e baixar) e a gente falava de djs e baladas e músicas e o quanto hoje em dia é mais interessante, e como deveria sempre ser, de você ir a um clube, a uma festa, a uma balada e ouvir músicas boas, versões novas e diferentes, mas é mais bacana ouvir essas músicas, ouvir que o cara que toca lá procura por novidades, e acha e divide com você. Muitas vezes, vale muito mais a pena isso do que ter um dj com uma técnica impecável mas que toca um monte de sons estranhos e de músicas ruins mas que mixam bem, tudo por um capricho besta. No final do ano passado o dj americano Larry Tee tocar em 2 festas que a Lalai produziu e tal eum dia fomos eu e Lalai jantar com ele e conversamos sobre festas e músicas e ele concordou comigo quando eu disse sobre agradar quem ouve e não viajar muito no seu próprio gosto musical. Ele disse que na primeira festa que tocou por aqui, ele tava indo bem enquanto rolava electro (diga-se de passagem que Larry Tee é o cara que cunhou o termo electro clash, dentre outros feitos bacanas). Quando ele resolveu colocar alguma coisa mais eletrônica, um techno e um house, a pista esvaziou. Daí ele voltou pra electro e foi tocando uns rocks pra pista voltar a encher. Conclusão é: agradar quem ta ali pra te ouvir e se divertir é o que importa mesmo! </p>
<p>E voltando lá ao início, só espero que mês que vem, coluna que vem, eu tenha uma lista enorme de músicas novas e bacanas e geniais pra mostrar. E se não tiver, vou continuar reclamando um pouco e elogiando esse djs e esses produtores, mas vou continuar indicando pra ouvirem The View, The Horrors, The Automatic, Simian Mobile Disco, Cut Copy, Justice, Amy Winehouse, Dandy Warhols e a melhor banda que surgiu esses dias,  The Good The Bad And The Queen, que é quando o Damon Albarn do Blur e do Gorillaz se junta com um dos gênios do Clash, Paul Simonon e faz canções que me deixaram de queixo caído com o que ouvi até agora.</p>
<p></p>
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		<title>007 &#8211; CASSINO ROYALE</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jan 2007 20:02:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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007 &#8211; Cassino Royale é o filme que finalmente coloca o agente secreto inglês nos anos 2000.
A cada filme ficava a nostalgia rançosa de Sean Connery como sendo insuperável. E agora vemos que ele não era insuperável por ser melhro ator ou ter mais carisma que os outros Bonds. Mas o problema desses 40 anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a><img border="0" alt="" /></a></p>
<p><a>007 &#8211; Cassino Royale</a> é o filme que finalmente coloca o agente secreto inglês nos anos 2000.<br />
A cada filme ficava a nostalgia rançosa de <a>Sean Connery</a> como sendo insuperável. E agora vemos que ele não era insuperável por ser melhro ator ou ter mais carisma que os outros Bonds. Mas o problema desses 40 anos de franquia eram os roteiros que eram sempre iguais, sempre mostrando o quanto o cara era fodão com armas, mulheres, carros, gadgets.<br />
Um roteiro mais pé no chão (na medida do possível de um roteiro do James Bond ser pé no chão) mostra que não importa muito o ator, na verdade, importa o personagem. Pode ser loiro, pode ser feio, pode ser fortão como o <a>Daniel Craig</a> e o filme vai bem. <a>Eva Green</a> é a melhor bond girl dos últimos tempos. E nesse filme todo mundo tem menos jeito de super herói, esse é o segredo.<br />
Bond quase morre, claro que é ressucitado no seu carro, mas quase morre. Bond diz &#8220;eu te amo&#8221; o que dá uma dica pro final do filme. Bond perde dinheiro. Bond é traído. Bond bate. Bond apanha.<br />
Todos os clichês dos outros filmes estão aqui também, só que de formas diferentes. E isso dá ao filme uma aura ótima. O vilão não é o mais vilão de todos. A chefe do Bond é vista dormindo ao lado do marido. E por aí vai.<br />
A abertura do filmé é como sempre muito boa. A trilha também, tudo bacana e o filme é uma diversnao de primeira, com um roteiro meio na modinha de mirabolâncias, mas sem estregar o nosso prazer de &#8220;dizer de novo? mais uma virada?&#8221;.<br />
Vale a pena se por nada, por ver como alguém com uma boa vontade e com culhão pra mudar uma coisa que vinha se repetindo a tanto tempo.</p>
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		<title>OS INFILTRADOS</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jan 2007 18:44:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Não sei nem por onde começar a falar de &#8220;Os Infiltrados&#8221;, o mais recente filme do Scorcese. Tudo no filme é muito bom. Ele se cerca mais uma vez de todos os seus colaboradores, do fotógrafo e gênio Michael Balhaus a seu mais recente colaborador e pupilo com certeza e quase alter ego, Leonardo DiCaprio. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="left" alt="2395102c-0f8e-4d69-89bc-9f05d2dff48f_osinfiltrados-poster-176x.jpg" id="image1198" title="2395102c-0f8e-4d69-89bc-9f05d2dff48f_osinfiltrados-poster-176x.jpg" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/01/2395102c-0f8e-4d69-89bc-9f05d2dff48f_osinfiltrados-poster-176x.jpg" />Não sei nem por onde começar a falar de &#8220;Os Infiltrados&#8221;, o mais recente filme do Scorcese. Tudo no filme é muito bom. Ele se cerca mais uma vez de todos os seus colaboradores, do fotógrafo e gênio Michael Balhaus a seu mais recente colaborador e pupilo com certeza e quase alter ego, Leonardo DiCaprio. E o cara rouba o filme. Num filme cheio de feras como esse, não é tarefa das mais fáceis. O filme começa e você vai vendo o elenco todo e fica só suspirando, porque só tem atorzão, e só atorzão bem dirigido, o que é melhor ainda. Ninguém deixa a desejar em momento nenhum do filme. Ninguém e nada do filme deixa a desejar.</p>
<p>Bom, a história é mais uma sobre máfia, dessa vez de Boston, com policiais corruptos, bandidos infiltrados, policiais infiltrados e tudo mais. Mas o filme na verdade é sobre confiança e respeito. E sobre mentira. E sobre como saber mentir muitas vezes é melhor do que mostrar confiança ou tê-la.</p>
<p><span id="more-1197"></span><br />
Jack Nicholson é o chefão da máfia irlandesa de Boston e educa um moleque pra ser policial e ser seu &#8220;rat&#8221; dentro da polícia dizendo tudo o que acontece pra ele. Esse moleque é Matt Damon que faz um policial mauricinho e bem perdidinho, muito bom. Só que ao mesmo tempo, a polícia pega outro moleque recém formado na academia e o joga no bando dos mafiosos pra ser o informante do outro lado. Assim o filme acaba sendo um jogo de cada lado saber que é o infiltrado, quem passa todas as informações pra outro lado. E assim mostra o quanto o caráter e a confiança e o respeito contam muito em todos os meios, mesmo com os bandidos e a polícia.</p>
<p><img align="right" alt="infiltrados180.jpg" id="image1199" title="infiltrados180.jpg" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2007/01/infiltrados180.jpg" />O filme inicia mostrando o quanto Nicholson manda na sua redondeza, o quanto é poderoso e o quanto faz o que quer. E no início não vemos seu rosto, mas sabemos que é ele, óbvio. Enquanto isso Scorcese vai nos mostrando como funciona o lado do bandido, como ele manda bater, como ele pega dinheiro, como ele paquera a filha adolescente do cara do mercadinho e como ele casa com ela alguns anos depois. E, principalmente, como ele escolhe o moleque que vai ser seu olheiro dentro da polícia. E só num momento crucial de divagação filosófica que Scorcese coloca luz no rosto de Nicholson, com a câmera de baixo, pra mostrar o quanto o cara nos intimida, o quanto o cara é maior que nós humanos.</p>
<p>Scorcese não deixa nada de fora de seu universo particular e tão familiar, os planos longos, os super closes, as cantinas italianas, o uso da lente bifocal com foco em primeiríssimo plano e lá no fundo em momentos cruciais, as mulheres como meras coadjuvantes que não ajudam nada o filme todo mas com passagens importantes nos momentos chaves do filme. E nesse caso, nesse filme em especial, uma personagem feminina importante, a psiquiatra, namorada de Damon e amante de Di Caprio, os dois pólos da história. A psiquiatra bobinha, romaticazinha, que acredita no trabalho social e que se deixa levar tão facilmente pelo inteligente bandido/mocinho Leonardo.<br />
Lá pelo meio do filme, a história começa encaminhar por um lado meio que estranho pros padrões do nosso Martin, essa coisa de roteiros mirabolantes cheios de reviravoltas, tão em moda hoje em dia. Eu fiquei assustado que ele tivesse se enveredado por essa plaga, mas fiquei feliz demais com o final do filme, chocante e bem Scorcese, nem sei como pude duvidar que seria diferente.</p>
<p>O bom de um filme desses é perceber a força de um diretor fodão, que tem poder sobre o que faz, que faz do jeito que quer, que sabe o que quer e que por mais que tenha alguém atrás enchendo o saco como um produtor e tal, faz e faz direito. Cenas antológicas nesse filme são algumas que se unem ao rol de cenas absurdas de Martin e sua cinegrafia maravilhosa: sempre com Nicholson, primeiro com 2 mulheres em seu quarto, enchendo a mão de cocaína e jogando em cima de sua mulher, que está deitada na cama e mandando a outra cheirar e só parar quando ela estiver totalmente entorpecida. Parece filme de terror de tão tenso! Outra é quando Nicholson vai se encontrar com Damon num cinema disfarçado e tal e se vira, abre seu over coat e mostra um pau imenso preto, como se fosse um tarado. Assustador de novo. Outra cena bem animal é quando Nicholson vai falar com Di Caprio num restaurante, vem de uma sala do fundo com as mãos e a roupa cheias de sangue e pede um rodo, balde e muito pano. O personagem de Nicholson no final das contas parece mesmo um monstro de filme de terror, mas um monstro diferente do que constumamos ver em Nicholson antes. Ele finalmente nesse filme, quebra com seu estereótipo dos últimos anos do cara sarcástico, de óculos escuros, de roupa impecável e sorriso no canto da boca, desdizendo mais que dizendo. Desta vez, ele fala tudo. Ele pode tudo. Seu cabelo é desarrumado, seus óculos são feios, sua roupa é estranaha, ele usa jaqueta inglesa com gravata de onça, seus modos são refinados a ponto de desenhar muito bem, ao mesmo tempo que detona tudo com a maior rapidez e sem pensar muito. Ele é o  malvado e o bonzinho, o cara que a gente odeio mas se sente atraído ao mesmo tempo, um cara fascinante mesmo, talvez um dos melhores personagens do cinema recente. E o mais bacana de tudo é que Nicholson é um cara generoso, não rouba a cena dos outros atores, a gente percebe que ele faz com que Di Caprio se sinta mais à vontade com ele pra fazer o que sabe fazer muito bem. Já Damon tenta, a gente percebe, mas não vai tão longe assim, apesar de tudo.</p>
<p>Imagino um pouco que essas histórias de máfia que Scorcese tanto gosta de contar sejam histórias da sua &#8220;máfia pessoal&#8221;, do mundo que ele cria a sua volta, de seus colaboradores, de seus atores, de sua equipe, e ele como o grande chefão disso tudo, às vezes se sujando de sangue, às vezes mostrando um pau grande pra mostrar quem manda. E no final sempre mostra que o cara é gênio, faz o que quer com o quê o cinema lhe proporciona e nos brinda sempre com um grande filme depois de outro.</p>
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		<title>As melhores músicas de 2006</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Dec 2006 16:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Fazer nos finais de ano listas das melhores coisas que aconteceram eu acho um saco. Mas pensar nas músicas que me marcaram os últimos 12 meses é tarefa fácil. Não necessariamente são as melhores bandas. Com certeza existe uma ou outra música mais bacana. Mas essa é uma lista do que eu acho mais interessante, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fazer nos finais de ano listas das melhores coisas que aconteceram eu acho um saco. Mas pensar nas músicas que me marcaram os últimos 12 meses é tarefa fácil. Não necessariamente são as melhores bandas. Com certeza existe uma ou outra música mais bacana. Mas essa é uma lista do que eu acho mais interessante, mais marcante e mais com a cara de 2006. Sem ordem nenhuma, só um apanhado. Para o bem e para o mal.</p>
<p>&#8220;I Bet That You Look Good On The Dance Floor&#8221;, Arctic Monkeys<br />
Essa é a banda que escancarou de vez a internet como &#8220;hit maker&#8221;. Os caras eram pequenos, bandinha mesmo, e viraram a grande banda inglesa do ano pelo hype, pelo buzz online de emails, spams, e tudo o mais que a rede faz acontecer. Essa música em particular é um sucesso daqueles de não deixar ninguém parado na pista, ou dirigindo o carro ou em casa ou em qualquer lugar que se ouça.</p>
<p>&#8220;Over And Over&#8221;, Hot Chip<br />
Também ingleses, os Hot Chip são uma &#8220;banda&#8221; de djs e tecladistas e afins. E essa música é a prova de que os rótulos terminaram: rock, dance, electro, new rave, old rock, ou qualquer bobagem que a mídia queira nos fazer engolir não vale pra falar dos Hot Chip, aposta pra tornar 2007 um ano bem dançante e bem malucão.</p>
<p>&#8220;Standing In The Way Of Control&#8221;, The Gossip<br />
A melhor música do ano da melhor banda do ano. Os americanos desse trio de punk rock fizeram um álbum tão espetacular que me deixou de queixo caído quando ouvi a primeira vez. E na hora dessa música eu quase chorei de felicidade. Sua vocalista faz do Gossip uma grande surpresa e a maior certeza de que o rock não morreu.</p>
<p>&#8220;Crazy&#8221;, Gnarls Barkley<br />
Essa talvez seja a música mais importante do ano pelo seu significado de mídia, parecida com &#8220;I Bet&#8230;&#8221;. Gnarls Barkley é um projeto de um DJ americano que junto com amigos e colaboradores criou ótimas músicas e que por causa do estrondoso sucesso de &#8220;Crazy&#8221;, juntou essas músicas num álbum propriamente dito. Já um clássico, sua introdução se tornou tão reconhecível quanto músicas que demoraram anos e anos pra tanto.</p>
<p>&#8220;Steady As She Goes&#8221;, The Racounters<br />
Todos nós já sabíamos da genialidade de Jack White, o cérebro da dupla White Stripes. Mas sua banda nova, The Racounters, veio provar que o cara faz o que quer com música. Partindo pra uma formação mais &#8220;clássica&#8221; de banda com baixo guitarra e bateria, White escreveu com os Racounters petardos como esse &#8220;Steady&#8230;&#8221; que canta que o amor pela mulher certa pode mudar sua vida. Certo ele!<br />
<span id="more-1177"></span><br />
&#8220;Country Girl&#8221;, Primal Scream<br />
Bobby Gillespie é Deus. Com &#8220;D&#8221; maiúsculo. Qualquer coisa que ele faça através do nome do Primal Scream é sem dúvida nenhuma muito bom. Esse álbum mais recente de onde &#8220;Country Girl&#8221; saiu é a prova de que o cara pode pegar um gênero de música que particularmente não agrada nem um pouco, que é o country americano, e transformar em música boa. Genial até, eu diria. Primal Scream deveria ser hors concours, mas não dá pra deixar de fora mesmo.</p>
<p>&#8220;We Are Your Friends&#8221;, Justice and Simian<br />
Essa música é um absurdo, faz todo mundo e qualquer um que a ouça se levantar e sair dançando. Pra mim, do nível dos clássicos &#8220;Blue Monday&#8221; do New Order e &#8220;Born Slippy&#8221; do Underworld. E tenho dito.</p>
<p>&#8220;Wolf Like Me&#8221;, TV On The Radio<br />
TV On The Radio é uma força da natureza. Não vejo melhor maneira de definir essa banda de Nova Iorque. Força, potência, poder mesmo, é o que eu sinto ouvindo todas suas músicas. Arrepia e dá medo, ao mesmo tempo que conforta e me faz relaxar por saber que alguém tem um poder desses e sabe usar. Uma porrada no estômago muito bem dada. Necessário bem mais vezes do que achamos.</p>
<p>&#8220;Supermassive Black Hole&#8221;, Muse<br />
Essa banda é, a meu ver, muito mais relegada a segundo plano do que deveria. Um trio que dizem ficar na cola do Radiohead, mas que lança álbum depois de álbum superando toda e qualquer expectativa que possa ser criada a seu respeito. E essa música é uma daquelas que nos faz também esquecer os limites do que é rock e do que deveria ser, se é que esses limites ainda existem hoje em dia.</p>
<p>&#8220;Sheena Is A Parasite&#8221;, The Horrors<br />
A minha aposta pra 2007. Uma banda que tem um baterista que se chama Zé do Caixão (Coffin Joe) merece meu respeito. E sua mistura de punk rock com surf music e garagem é perfeita pra esses tempos de misturar mais inusitadas, apesar deles virem muito na linha dos Cramps. O que é uma grande coisa por si só.</p>
<p>&#8220;Rehab&#8221;, Amy Winehouse<br />
Essa mulher é bem animal. Doida, bêbada, jazzista e rocker, nos deu essa &#8220;Rehab&#8221;, um quase lamento de uma doida pedindo pra ser deixada em paz e não ser mandada pra tal clínica. Se a Bjork fosse menos pretensiosa e &#8220;etérea&#8221;, talvez ela fizesse musica desse tipo. Talvez.</p>
<p>&#8220;Cheated Hearts&#8221;, Yeah Yeah Yeahs<br />
Mais uma mulher, mais uma música fodona e mais um disco genial. YYYs é a banda ao vivo. Karen O, sua vocalista, pode continuar lançando CDzinhos vazados e bacaninhas, mas ela precisa dos seus amigos YYYs pra escrever coisas do tipo dessa &#8220;Cheated&#8230;&#8221;.</p>
<p>&#8220;Let&#8217;s Make Love And Listen To Death From Above&#8221;, CSS<br />
O Cansei de Ser Sexy, banda que eu tanto falei mal apesar dos laços afetivos com os próprios, me fez dar o braço a torcer quando essa música recebe tantos remixes bacanas por aí e me faz rever meus preceitos. Achava o álbum deles bacaninha, mas respeito os caras cada vez mais depois de 2006.</p>
<p>&#8220;Mother&#8221;, Wolfmother<br />
Banda australiana de moleques fazendo rock dos anos 70 com influência do Zeppelin e do Sabbath? Funciona e muito. Essa música é a prova que, tendo as referências certas e sabendo o que fazer com elas, você vai longe.</p>
<p>&#8220;Raio de Fogo&#8221;, Montage<br />
Os caras são de Fortaleza e fazem o melhor electro rock cantado em português. Ao vivo é uma aula de comportamento de palco. E mais uma vez é a prova de que referências bem usadas podem te levar bem longe, como nesse ponto de umbanda transformado em rock.</p>
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		<title>O Labirinto do Fauno + O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2006/12/04/o-labirinto-do-fauno-o-ano-em-que-meus-pais-sairam-de-ferias/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Dec 2006 15:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Guillermo Del Toro é o cara. Nasceu em Guadalara, no México e conquistou o meu coração fantástico! Nascer em Guadalajara é tipo ruim, cidadezinha que não tem nada. Imagino ele moleque parecido com Ofelia, a menina protagonista do maravilhoso O Labirinto do Fauno que, no final da Guerra Civil Espanhola, muda-se com a mãe grávida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.imdb.com/name/nm0868219/"><img align="left" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/12/o-labirinto-do-fauno.thumbnail.jpg" />Guillermo Del Toro</a> é o cara. Nasceu em Guadalara, no México e conquistou o meu coração fantástico! Nascer em Guadalajara é tipo ruim, cidadezinha que não tem nada. Imagino ele moleque parecido com Ofelia, a menina protagonista do maravilhoso <a href="http://www.imdb.com/title/tt0457430/">O Labirinto do Fauno</a> que, no final da Guerra Civil Espanhola, muda-se com a mãe grávida para um moinho no meio do nada porque seu padastro é um capitão do exército franquista com a missão de capturar uns últimos rebeldes escondidos na floresta perto do ttal moinho. A menina não quer morar no meio do mato, muito menos com um pseudo-hitler como padastro. Mas a mnae tá grávida, apaixonada e nada faz. Então a menina lê. Lê muitos contos de fadas, histórias fantásticas e imaginase fora de lá. Ou melhor, usa essas histórias pra sair um pouco de lá. Já no caminho de chegada encontra uma fada/libélula que a leva a um labirinto de pedra abandonado perto de sua casa/moinho e lá Ofelia descobre um mundo que só ela pode ver e nele viver: ela é a reencarnação da princesa do submundo que tempos atrás resolveu, por curisidade infantil, subir ao mudno dos vivos e assim se tornou uma mortal; rei, rainha, seus pais, esperam seu regresso, mas para ela provar que é a princesa, precisa realizar 3 provas sob a atenção do fauno.</p>
<p>Isso tudo na verdade é uma história a parte, a fuga da menina em meio ao inferno em que vive de soldados e tiros e explosões e da mãe que passa mal com a gravidez perigosa e do padrasto tirano. Enquanto ela pode, ela faz portas de giz e atravessa paredes, segue as fadas que agora têm a forma de um desenho de um de seus livros, corre de monstors com olhos nas mãos e ajuda a dor da mãe colocando sob sua cama uma erva que se parece com um feto que se move. Ofelia na verdade vive em seu mundinho, o mundinho das crianças, quase alheias à realidade à sua volta. E Ofelia não faz nada mais nada menso que tornar seu mundinho particular mais particular ainda e mais interessante ainda.</p>
<p>O filme é um primor em mesclar esse mundinho infantil e fantástico com as agruras de uma guerra quase que particular de um capitão doido e com sede e fome de poder. O pai/padrasto doido e sempre visto de baixo, dando medo com seus pelos saindo da camisa, a mão apática e frágil, sofrendo por causa do filho que o tirando &#8220;fez nela&#8221;. Prato cheio para as escpadas oníricas de Ofelia, a grande pequena atriz de 12 anos <a href="http://www.imdb.com/name/nm1419440/">Ivana Baquero.</a></p>
<p>O elenco ainda tem 2 pérolas: o catalão<a href="http://www.imdb.com/name/nm0530365/"> Sergi López</a> como o tirano capitão/padrasto, pra mim o melhor ator espanhol em atividade. E a ótima  <a href="http://www.imdb.com/name/nm0893941/">Maribel Verdu</a>, atriz de Almodovar e do doidão genial <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000940/">Bigas Luna</a>, que faz o papel da empregada do moinho que serve o capitão e na verdade é irmã do chefe dos insurgentes e sua espiã dentro da casa. Ela na verdade é a única adulta que tem um contato mais razoável com Ofelia, a menina, talvez por ser a adulta à mão que não sofre tamanha influência do capitão, a única com quem a menina pode conversar.</p>
<p>O filmme é lindo, direção de arte primorosa no escuro da vida normal do moinho e nas cores e no barroco da viagem da menina pelo labirinto e seus mundos encantados. Del Toro sempre cria mundos absurdos em seus filmes, com destaque para <a href="http://www.imdb.com/title/tt0104029/">Cronos</a>, filme de 93 que passou aqui na mostra de cinema mas nunca entrou em cartaz nem saiu em dvd nem nada.</p>
<p><img align="left" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/12/4381-2006-11-02-15-08-43_1.thumbnail.jpg" />Nunca imaginaria esse filme sendo feito por aqui, com tanta história e tanto folclore nosso, falta ainda o diretor contador de casos fantásticos.Mas faço um paralelo desse filme com o ótimo <a href="http://www.imdb.com/title/tt0857355/">O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias</a>, do <a href="http://www.imdb.com/name/nm0357463/">Cao Hamburger</a>. Filme lindo com história muito bem contada sobre um menino de uns 10 anos de idade que em 1970, ano da copa, vai viver com seu avô no bairro judeu do Bom Retiro, em meio a um uundo diferente do seu na Belo Horizonte pacata dos anos 70. Seus pais somem por um tempo, fugindo do governo ditador e prometem ao filho que voltam para verem a copa juntos. A copa chega, o Brasil vence e os pais não dão notícias. Enquanto isso, o menino se adapta a esse novo mundo de velhos e crianças, de rezas e peixes no café da manhã. Ele conhece os moleques da vizinhança e brinca o quanto pode. Mas  fica mesmo esperando o telefone em casa tocar para ter notícias dos pais. No Labirinto, a menina viaja para um mundo imaginário de fadas e mostros, fugindo dos monstros do dia a dia. No filme brasileiro, o menino se refugia no mundo da copa, onde afinal todos os brasileiros se refugiam e esquecem seus problemas a cada 4 anos. O único defeito do filme na minha opinião é o diretor querer aparecer um pouco demais e sua mão fica um pouco pesada em planos geniais através de espelhos e afins. Um pouco de humildade não faz mal a ninguém.</p>
<p>Enquanto isso, me divirto e viajo com filmes como esse Labirinto. Quero mais.</p>
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		<title>2ManyDjs no Clube Glória, 27 novembro de 2006</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Nov 2006 15:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Sabe aquelas festas que a gente fica sabendo que acontecem ao redor do mundo, nos clubes mais cool, quando por exemplo o Bloc Party vai fazer show em Londres num sábado e na segunda feira eles tocam num clube pequeno sem avisar ninguém, só pra uns amigos e outros sortudos que ficam sabendo?
Pois é, segunda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img width="475" height="356" src="http://static.flickr.com/118/308590650_786072fdf1.jpg" /></div>
<p>Sabe aquelas festas que a gente fica sabendo que acontecem ao redor do mundo, nos clubes mais cool, quando por exemplo o Bloc Party vai fazer show em Londres num sábado e na segunda feira eles tocam num clube pequeno sem avisar ninguém, só pra uns amigos e outros sortudos que ficam sabendo?</p>
<p>Pois é, segunda feira agora teve 2manyDjs fazendo isso. Eles vieram a São Paulo tocar no Nokia Trend e fizeram os dois melhores shows da noite como Soulwax e como o dj set dos 2ManyDjs. E na segunda feira teve essa festa, fechada, produzida pela nossa Lalai, sem muito alarde, pros poucos felizardos mesmo.</p>
<p>Quem tocou, por ordem: Dj Fabilipo, este que vos escreve, abrindo a noite com muito rock e electro rock.</p>
<div><img src="http://static.flickr.com/112/308577402_0aa8fbc0bd.jpg" /></div>
<p>Depois show do Digitaria, a banda de electro de Belo Horizonte que lançou cd pelo Gigolo Records, o selo do Dj Hell, fez um show animal literalmente, com sangue e suor.</p>
<div><img alt="digitaria" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/1164818396_f.jpg" /></div>
<p>Entrou na sequência o Mix Hell, com Iggor Cavalera e Layma Leiton.</p>
<p>E finalmente, 2ManyDjs, os belgas que quebram tudo e levaram pelo mundo a mistura de sons e estilos e elevaram os mashups a um nível de coisa bem bacana de se tocar e principalmente de se dançar. Os caras tocam de todo um pouco, de rock a electro e dão umas passados até num techno e numa house antiga. Muitos resgates de acid e do poperô anos 80 com clássicos como &#8220;Pump Up The Jam&#8221; e grandes coisas bem novas como The Gossip, com o remix que eles mesmos fizerram de &#8220;Standing In The Way Of Control&#8221;. O mais bacana de tudo, na verdade, foi ver o quanto os caras se divertem tocando, só tocando músicas que eles gostam mesmo e se divertindo apertando os botões e trocando e misturando músicas que normalmente não se pensaria em misturar.</p>
<div><img width="455" height="341" alt="2many" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/308585971_0a528088c2.jpg" /></div>
<p>E ainda por cima, lá no Gloria estavam os caras do Ladytron se divertindoe dançando muito, apesar de todo ar blasé e do show ruim que fizeram no sábado.</p>
<div><img width="455" height="341" alt="lady" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/308577132_7147ba0a3b.jpg" /></div>
<p>Festa pra ficar na memória de quem foi. Pra quem soube e não foi, saiba que a festa foi muito absurda de boa. E pra quem não soube, aguarde, que nas próximas vezes, a gente dá uns toque por aqui.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>NOKIA TRENDS, o day after</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Nov 2006 13:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Bom, foi genial postar live no Nokia Trends. A emoção do fim do show, pro bem e pro mal, escrever no calor do momento e tudo. Mas o bacana é ter dormido, pensado um pouco mais e daí escrever ou falar. Será?



Como disse antes, o Nokia Trends foi o melhor festival de música que já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left">Bom, foi genial postar live no Nokia Trends. A emoção do fim do show, pro bem e pro mal, escrever no calor do momento e tudo. Mas o bacana é ter dormido, pensado um pouco mais e daí escrever ou falar. Será?</p>
<div align="left"></div>
<p><img width="450" height="337" id="image1094" alt="eu" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/306739485_9f1a95999a.jpg" /></p>
<div align="left"></div>
<p align="left">Como disse antes, o Nokia Trends foi o melhor festival de música que já teve por aqui em relação a estrutura e cuidado e preocupação com o público, isso vai ser difícil de ser superado, com certeza. O festivel não ficou engessado na parte musical e como era patrocinado por uma marca de celulares, usou ao máximo as possibilidades de interação de celular/arte, como um &#8220;bluejay&#8221;, onde vc era um vj, ou um video joquei, através do blue tooth do celular escolhando as imagens que apareceriam num telão. Ponto pros caras porque não só pegaram os melhroes nomes das artes de rua como o Bijari, o Kaboco entre outros.</p>
<div align="left"></div>
<p><img id="image1097" alt="nokiass.jpg" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/nokiass.jpg" /></p>
<div align="left"></div>
<p align="left">E os shows? Escolha dos artistas de rock muito boa, só banda nova, o que é muito bom: The Bravery, Hot Hot Heat, We Are Scientists, Ladytron, Soulwax.</p>
<div align="left"></div>
<p align="left">Algumas decepçoes, alguns shows surpreendentes e o balanço é super positivo. Soulwax foi o melhor show da noite fácil, surpreendendo até os mais desacreditdos.</p>
<div align="left"></div>
<p><img width="433" height="324" id="image1093" alt="bravery" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/306737791_1a8c42e409.jpg" /></p>
<div align="left"></div>
<div align="left"></div>
<p>As decepções foram Hot Hot Heat, como falei aqui antes e The Bravery, uma banda voltada para o próprio umbigo demais, que se leva muito a sério, achando que são os novos Duran Duran, na postura e na música. O que não chegam nem perto. Pretensiosos, com atitudes de super star e fazendo música fraquinha não dá! Eles deviam ter assistido ao show do We Are Scientists um pouco antes e teriam aprendido agluma coisa.</p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><img width="444" height="333" id="image1096" alt="lady" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/306746745_8784790753.jpg" /></p>
<div align="left"></div>
<p align="left">Já Ladytron foi também um pouco decepcionante ao vivo, bandinha bem fraquinha, com uma postura cool demais pra uma musiquinha tão fraca. Mas a show divertiu quem ainda estava lá as 5 da matina dançando e pulando.</p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><img width="443" height="332" id="image1095" alt="2dj" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/306742318_80b7e9c78b.jpg" /></p>
<div align="left"></div>
<p align="left">Agora, falemos do 2 Many Djs: os belgas que antes nos deliciaram com o Soulwax, agora fizeam um set de uma hora como os djs demais, tocando a 4 mãos uma miscelânea, tocando Guns And Roses, Justice, Tiga, The Gossip e misturando Locomia com New Order. Eu não conseguia parar de dançar. E de babar. A técnica dos caras é genial, junto com seu bom gosto musical e sua sensibilidade pra saber o que está agradando quem está ali ouvindo. Foi catártico a hora que eles tocaram Prodigy, todo mundo gritando e dançando muito.</p>
<div align="left"></div>
<p align="left"><img width="442" height="332" src="http://static.flickr.com/104/306742859_bf6cc42a9e.jpg" /></p>
<div align="left"></div>
<p align="left">Saldo positivo, lição pra ser aprendida por outros festivais que pipocam no segundo semestre por aqui, o Nokia já deixa saudades. Que tal um festival semestral nesses moldes? Garanto que o público agradeceria e muito.</p>
<div align="left"></div>
<p><img width="452" height="339" src="http://static.flickr.com/113/306740642_50383f4aed.jpg?v=0" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Cientistas do Rock Divertido</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2006/11/26/os-cientistas-do-rock-divertido/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Nov 2006 05:15:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Demorou pra embalar, mas quando pegou, quase no tranco, foi embora. O show dos americanos do We Are Scientists foi uma grande diversão. Os caras tocam bem, cantam muito, se divertem, falam bobagens, dão risada e fazem umas músicas que ninguém acreditariam que saísse daquela guitarra, baixo e bateria. E o mais legal foi descobrir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img alt="we5.jpg" id="image1090" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/we5.jpg" /></p>
<p>Demorou pra embalar, mas quando pegou, quase no tranco, foi embora. O show dos americanos do We Are Scientists foi uma grande diversão. Os caras tocam bem, cantam muito, se divertem, falam bobagens, dão risada e fazem umas músicas que ninguém acreditariam que saísse daquela guitarra, baixo e bateria. E o mais legal foi descobrir uma utilidade pro Hot Hot Heat: músicos de apoio dos cientistas. O vocalista e o quitarrista dos &#8220;morninhos&#8221; tocaram junto em momentos chaves do show e foi bacana, afinal.</p>
<p>Agora é Bravery e 2 Many Djs ao mesmo tempo.</p>
<p>Correria.</p>
<div style="text-align: center"><img alt="we1.jpg" id="image1086" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/we1.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"><img alt="we3.jpg" id="image1088" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/we3.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"><img alt="we4.jpg" id="image1089" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/we4.jpg" /></div>
<div align="center"><img alt="we2.jpg" id="image1087" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/we2.jpg" /></div>
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		<title>C.R.A.Z.Y.</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Nov 2006 14:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[ C.R.A.Z.Y. é um filme bonitinho, mas bem morno.
Muito se passa mas nada acontece.
Em princípio é a história de um  menino que nasce nos anos 60 no Canadá e que desde pequeno já se mostra bem diferente de seus 3 irmãos mais velhos, pro martírio de seu pai machão! Ele é mais delicado, mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img border="0" /> <img align="left" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7921/36/1600/662581/crazy.jpg" />C.R.A.Z.Y. é um filme bonitinho, mas bem morno.<br />
Muito se passa mas nada acontece.<br />
Em princípio é a história de um  menino que nasce nos anos 60 no Canadá e que desde pequeno já se mostra bem diferente de seus 3 irmãos mais velhos, pro martírio de seu pai machão! Ele é mais delicado, mais educado, usa as roupas de sua mãe, gosta de olhar outros meninos. Bom, pra mostrar tudo isso, mostrar que o menino é gay, o diretor demora uns 40 minutos de infância&#8230; parece novela!<br />
A adolescência então, demora mais da metade do filme, e nada. Ele bate num moleque da escola que fica olhando demais pra ele, pega a amiga e não come, diz que pode estragar a amizade, todos os clichês possíveis. Tem até o papo dele ser especial, de curar dor de barriga de criança e estancar sangue de quem se cortou. É só ligar pra ele e pedir. Isso tudo pra mostrar que ele é deiferente (já falei lá em cima, mas é como no filme, tem que ficar confirmando o tempo todo). Como tudo demora no filme e nada se mostra, a gente tem que ficar aguentando o papo furado de família chatinha com irmãos adolescentes problemáticos, inclusive o mais velho drogado que vai preso e vende maconha e sempre chama o rimão de viado.<br />
O tempo passa, o moleque vira um rocker nos anos 80, vai morar sozinho, começa ser dj num clube e nada de sexo&#8230;hehehe&#8230; Um dia ele tem um sei-lá-o-quê e vai pra Israel e finalmente trepa com um cara, mas sem antes passar mal e vomitar na porta do &#8220;boate gay&#8221;.<br />
Claro que a família muda, todos mudam, todos crescem, o pai aceita o filho como ele é  apesar de demorar anos pra isso.<br />
E parece que a gente fica anos e anos no cinema vendo o filme, caretinha e arrastado, mas engraçado e bem feito. Pena que xoxo. Pena.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vazou o Bloc Party novo!</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Nov 2006 19:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eu sempre fico reticente quando leio essa notícias  do tipo : &#8220;o novo álbum do Bloc Party, que era pra ser lançado em fevereiro (!!!) vazou ontem na internet&#8221;. Daí fico pensando como vazou. Quem teria o álbum pronto nas mãos e colocaria na rede pras pessoas baixarem e ouvirem e falarem 4 meses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="left" alt="bloc" id="image1046" title="bloc" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/blocparty20coverxg3.jpg" />Eu sempre fico reticente quando leio essa notícias  do tipo : &#8220;o novo álbum do Bloc Party, que era pra ser lançado em fevereiro (!!!) vazou ontem na internet&#8221;. Daí fico pensando como vazou. Quem teria o álbum pronto nas mãos e colocaria na rede pras pessoas baixarem e ouvirem e falarem 4 meses antes do lançamento oficial. A banda? A gravadora? O moço do café do estúdio que viu um dat dando mole por lá escrito disco novo do Bloc Party?</p>
<p>Eu fico com a opção sempre de jogada de marketing. Ou cagada de alguém. Ou nóia da banda  do tipo &#8220;a gente tá rico e de saco cheio e pode brigar semana que vem, então lança logo essa merda!&#8221;.</p>
<p>O que interessa é que o cd tá por aí, fácil de se encontrar. E o que interessa mais ainda é que o cd é bem bom. A banda continua super afiada, fazendo canções ao mesmo tempo potentes e calmas, ferozes e relaxadas, coisa que não muita gente consegue.</p>
<p><img width="182" height="182" align="right" alt="bloc banda" id="image1047" title="bloc banda" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/bloc-party.jpg" />O flerte com a música eletrônica que começou com o Silent Alarm Remixed, continua  agora num álbum oficial com uma música como &#8220;A Weekend In The City&#8221;, própria pra dançar, apesar de ser soturna e lembrar muito Bauhaus e porque não,  She Wants Revenge, com o baixo do Peter Hook dos New Order anos 90.</p>
<p>Bom, o álbum ainda tá fresquinho, ainda foram só duas ouvidas mas a sensação é a melhor possível. Agora só falta alguém trazê-los pra uns show por aqui.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>VOLVER</title>
		<link>http://eupodo.uol.com.br/2006/11/13/volver/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Nov 2006 17:41:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[É impressionante a capacidade de diretores de cinema criarem mundos tão particulares em sua filmografia. Isso que os faz gênios. Principalmente quando esses universos criados nos são tão familiares e tão distantes ao mesmo tempo. Hitchcock, Bergman, Fellini, Buñuel, só pra citar uns poucos, são aqueles que nos deixam com vontade de ver &#8220;o próximo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/volver.jpg" alt="volver.jpg" align="right" height="365" width="253"/>É impressionante a capacidade de diretores de cinema criarem mundos tão particulares em sua filmografia. Isso que os faz gênios. Principalmente quando esses universos criados nos são tão familiares e tão distantes ao mesmo tempo. Hitchcock, Bergman, Fellini, Buñuel, só pra citar uns poucos, são aqueles que nos deixam com vontade de ver &#8220;o próximo Lynch&#8221;. <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000264/">Almodóvar</a> está nessa categoria. E o cara é tão fodão que nem mais é Pedro Almodóvar, é só Almodóvar. Virou marca, nome simples e próprio.</p>
<p>&#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0441909/">Volver</a>&#8220;, seu mais novo petardo, não é sua obra prima, não é um dos seus 3 melhores, como são &#8220;Tudo Sobre Minha Mãe&#8221;, ou &#8220;Mulheres A Beira de um Ataque de Nervos&#8221;. Mas Volver é uma aula de direção de ator. No caso, de direção de atrizes. Mais uma vez Almodóvar faz um filme que gira em torno do universo feminino, onde os atores só aparecem pra foder com a vida das mulheres. E na maioria dos casos terminam mal. Homens e mulheres.<img src="http://www.eupodo.com.br/wp-includes/js/tinymce/themes/advanced/images/spacer.gif" alt="More..." height="10" width="100%"/></p>
<p>O maior mérito de Volver pra mim são na verdade dois: trazer de volta <a href="http://www.imdb.com/name/nm0560962/">Carmen Maura</a>, musa, atriz fantástica, brigada com Almodóvar desde Mulheres e que agora volta envelhecida, sem maquiagem, sofredora e a que faz sofrer. O cara é bacana, traz a atriz de volta, mas a atriz deve ter feito alguma pra ele, porque ele fez questão de deixá-la bem feia no filme. O que no caso, foi ótimo pra ela, meio que o tiro saindo pela culatra. Diferente do segundo mérito do filme, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0004851/">Penélope Cruz</a>. Pra mim, Penéolpe sempre foi a atrizinha mediana e feinha que alguém resolveu que era bonita e que podia sair em capa de revistas. Nunca engoli. Cada filme que ela fazia, mais bode eu tinha. Mas seu RP deve ser bem fodão, porque além de tudo isso, ela foi namorada até do Tom Cruise, e se eles se casassem ela ia se chamar Penélope Cruz Cruise, nome bem bom. De qualquer maneira, Volver é o filme da Penélope. Ela já pode morrer ou se aposentar depois desse filme, porque vaitomarnocuzinhorosa como ela tá bem, e tá linda e tá bem demais. É uma pobretona que mora no subúrbio de Madri, casada com um filhodaputa e com um cabelo fodão e com o olho mais lindo do cinema desde Sophia Loren nos anos 50.</p>
<p>O cara perdeu tempo com ela, demorou dirigindo, e valeu a pena. Ela passa o filme com os olhos mareados, prestes a chorar. E quando chora&#8230; Ahhh, eu tinha vontade de chorar junto, nem pelo melodrama todo dela, mas só porque ela tava ali chorando. Força dramática é pouco!</p>
<p>A mulher ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes esse ano e duvido que não ganhe o Oscar. Ao menos que os caras resolvam dar pra uma idiota qualquer do nível da Gwyneth mais uma vez.</p>
<p>Menos barroco e mais dramático, menos colorido e mais contrastado, Volver é o filme que Almodóvar faz pra que a gente se lembre de acender uma vela pra ele de vez em quando pra que ele continue nos deliciando dessa forma.</p>
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		<title>New Order em SP daqui a pouco!</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Nov 2006 14:29:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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Depois de quase 20 anos o New Order volta ao Brasil para uma turnê.
New Order do Ian Curtis. New Order do Blue Monday. New Order de Crystal. New Order que faz todo mundo dançar e pular e cantar já há quase 3 décadas.
Em 88 quando eles vieram aqui eu morava fora, e logo depois vi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img width="284" height="377" title="Possível playlist da noite?" id="image1034" alt="Possível playlist da noite?" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/setlist.jpg" /></div>
<p>Depois de quase 20 anos o New Order volta ao Brasil para uma turnê.</p>
<p>New Order do Ian Curtis. New Order do Blue Monday. New Order de Crystal. New Order que faz todo mundo dançar e pular e cantar já há quase 3 décadas.</p>
<p><img align="left" title="new-order-small-n.jpg" id="image1037" alt="new-order-small-n.jpg" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/new-order-small-n.jpg" />Em 88 quando eles vieram aqui eu morava fora, e logo depois vi um show deles, daquela mesma turnê na França. O público era grande comparado aos outros shows que eu via lá na época, umas 4 mil pessoas, lugar pequeno. E isso no auge do sucesso. Aqui no Brasil dizem que o show foi pra 20 mil pessoas. Aqui parece que foi uma catarse coletiva. Lá foi ok, mais um show na semana, numa cidade que tinha Pixies e My Bloody Valentine com 2 dias de diferença, pra dar uma idéia. Pra mim, brasileiro perdido em Lyon, foi momento único e inesquecível.</p>
<p><img align="right" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/smiley.thumbnail.jpg" />Agora, os tantos 20 anos depois vão se reduzindo a horas de espera pela entrada no palco dos caras que revolucionaram a música criando um rock mais dançante, os primeiros a darem vez à música eletrônica misturada ao sisudo rock na época em que tudo era dark e pós punk demais, fazendo (na minha opinião modesta) a melhor música de todos os tempo, &#8220;Blue Monday&#8221;. Por causa dessa música houve o &#8220;verão do amor&#8221; de &#8216;88, as raves começaram como shows de rock em lugares abertos e proibidos, e foi numa dessas raves em 89 que eu vi o New Order pela segunda vez, no palco mais improvisado que eu já vi na vida, pra uma multidão de ingleses insandecidos com Smiley  sem medo de ser feliz.</p>
<p>Hoje a noite, os agora tiozinhos Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris com certeza vão nos deixar com a certeza de que 88 é aqui!</p>
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		<title>Nokia Trends 2006</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Nov 2006 16:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[E mais um grande festival de música acontece entre nós: o Nokia Trends. E esse ano com uma programação mais rocker, o que na minha opinião é genial!
A grande atração são os belgas do Soulwax, mais conhecidos como 2 Many Djs, que já tocaram aqui 2 outras vezes. Só que desta vez, quem vem é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="left" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/logo-nt.thumbnail.jpg" />E mais um grande festival de música acontece entre nós: o Nokia Trends. E esse ano com uma programação mais rocker, o que na minha opinião é genial!</p>
<p>A grande atração são os belgas do Soulwax, mais conhecidos como 2 Many Djs, que já tocaram aqui 2 outras vezes. Só que desta vez, quem vem é o projeto de banda deles, e diz a lenda que o show dos caras é como se fosse um set de dj ao vivo, com músicas mixadas pela banda e tudo mais. Pode ser a grande coisa do ano, aguardemos de dedos cruzados.</p>
<p>Já as outras bandas que tocarão por aqui são mais conhecidas como bandas mesmo: Ladytron, Hot Hot Heat, The Bravery e We Are Scientists. Bandas bem bacanas do circuito alternativo, com músicas boas e álbuns elogiados. Ladytron é uma banda de electro de Nova York bem queridinha dos promotores daqui, sendo que por mais de uma vez já esteve aqui em SP com um dj set de alguns de seus integrantes, sempre com casas lotados e bem falados. As outras da lista são menos conhecidas, mas bem procuradas em baladas e sempre que um dj de rock toca algumas de suas músicas, o reconhecimento é imediato e a pista dança e dança mais.</p>
<p><img align="left" src="http://www.eupodo.com.br/wp-content/uploads/2006/11/charlie-2-bx.thumbnail.jpg" />Eu aposto bem nos show do Bravery e do We Are Scientists, principalmente. na minha opinião é bem provável que surpreendam quem espera tanto Ladytron.</p>
<p>E o euPodo vai cobrir o festival com fotos exclusivas e vídeos das principais atrações.</p>
<p>Aguardem.</p>
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